
Promessa de Luís Castro, os jogadores formados nas categorias de base do Grêmio sustentaram o time na partida de ida da decisão do Gauchão. O técnico repete a fórmula que conduziu o clube a outros momentos de sucesso, dentro e fora de campo. O modelo deste ano, no entanto, é um pouco diferente da receita que colaborou para as últimas conquistas.
Além dos jovens em suas primeiras experiências no time principal, como Jefinho e Tiaguinho, os talentos de outras temporadas também retornaram a Porto Alegre para sustentar a equipe.
Essa experiência foi fundamental para a vitória no Gre-Nal de ida das finais do Gauchão. A dupla de zaga, com Viery e Gustavo Martins, controlou as investidas do Inter na Arena. Mas esse impacto foi visto além da parte defensiva. Dos 16 jogadores utilizados na partida, 11 titulares e as cinco trocas, seis são oriundos da base. Uma fornada de talentos forjada com o DNA do clube.
— A qualidade não tem idade. Não há jogadores velhos e novos, há jogadores que estão no Grêmio para serem rentabilizados. Um jogador novo pode estar tremendamente pronto para jogar. Eles e todos da base são investimentos ao longo do tempo feito pelo Grêmio, isso me dá prazer. Muita atenção à base que vamos ter, muitas vezes a utilização será gradual porque estão em processo de crescimento, vamos maneirar as coisas, não colocar as expectativas que já decidiram tudo. É bonito, mas na dose certa — disse Luís Castro, no início do Gauchão.
Quinteto de guris
Além dos nomes utilizados na final, outros cinco jovens também estiveram em campo no Gauchão. Roger, Luis Eduardo, Jefinho, Riquelme e Gabriel Grando. O quinteto completa a relação de novas peças à disposição da comissão técnica com passagem recente pelas categorias de base.
Danrlei, ídolo e referência de uma geração vitoriosa do clube, entende que a possibilidade de ganhar o título do Gauchão é importante para os jogadores jovens.
— A importância de um título para um jovem é a diferença entre ele se afirmar como titular da equipe e ter a confiança principalmente do treinador e da torcida, ou ficar patinando por muito tempo. Entrei na equipe em 1993, no meio do ano, a gente jogou o Campeonato Brasileiro. Ainda pairava no ar muita desconfiança. Tinha 19 anos. Fomos campeões da Copa do Brasil no primeiro semestre de 1994 e isso aí fez toda a diferença. Até para me sentir mais seguro e tranquilo. Sabia que eu estava fazendo um bom trabalho, para os meus companheiros confiarem em mim, para o treinador e a direção — afirmou.
O ex-goleiro, no entanto, pede paciência do torcedor com os jovens talento do clube.
— Um título vai trazer uma tranquilidade muito maior para esses meninos. Eles vão saber que acabarão errando em algum momento. Todos os atletas erram, mas já mostraram e comprovaram que eles têm capacidade. Ganhar o título traz isso também. Uma conquista faz uma diferença muito grande na carreira de um atleta quando ele está tendo as primeiras oportunidades. Sem dúvida, ganhar faz uma diferença muito grande — comentou.
O treino desta sexta-feira (6) deve encaminhar a preparação do Grêmio para o Gre-Nal 451. A tendência é de que Viery e Gustavo Martins sigam na equipe. Dois jovens vindos da base nos últimos anos, com Tetê e Arthur também formados no clube para ajudar a sustentar a vantagem de três gols de diferença.
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