
O Grêmio não conseguiu aproveitar o embalo do título gaúcho sobre o Inter e ficou só no empate contra o Bragantino, em partida da quinta rodada do Brasileirão. Na Arena, Carlos Vinícius e Rodriguinho balançaram as redes.
Para o confronto, o técnico Luís Castro não pôde contar com Arthur e Amuzu, o que deu espaço para Nardoni e Gabriel Mec entre os titulares. Segundo o treinador, outros jogadores também não estavam 100% fisicamente, mas estiveram em campo. Mesmo assim, ele não atribui o resultado apenas à ausência de atletas ou às questões físicas.
— Claramente havia mais jogadores para mexermos, que também não estavam nas suas melhores condições. Mas eu também não quero justificar o resultado do jogo pelas questões físicas. Nós tivemos dificuldades em ter jogo. Mesmo no meio do segundo tempo, em que ainda não era tão evidente essa dificuldade, o adversário criou-nos algum problema. Nós não conseguimos matar o jogo como deveríamos ter feito — disse o treinador após a partida.
Para o técnico, a equipe começou bem na partida e teve domínio no primeiro tempo. Em determinado momento da segunda etapa, perdeu força, principalmente no meio de campo, o que permitiu um melhor desempenho do Bragantino, que chegou ao gol de empate.
— Mostramos fragilidade da nossa parte e insuficiência para aguentarmos o ritmo do jogo. O adversário foi colocando os jogadores para a frente. Nós gostaríamos de ter equilibrado o jogo de outra forma, não conseguimos — destacou Castro.
Por fim, ele reconheceu que o resultado foi justo. O Grêmio ocupa a nona colocação do Campeonato Brasileiro, com sete pontos:
— O 1 a 1 não era o que queríamos. Não era o que queríamos. Claramente, queríamos ganhar o jogo, mas dentro daquilo que foi o jogo, não posso dizer que o resultado não foi justo.
Confira as respostas de Luís Castro
Gustavo Martins terminou a partida com dores
— O Gustavo acabou o jogo totalmente limitado e isso criou-nos muitas dificuldades.
Gabriel Mec titular
— O Mec é um jogador de explosões, é um jogador de momentos, é um jogador que foi, ao longo do jogo, o que costuma ser. Ainda não é totalmente estável em termos daquilo que é o jogo. Em determinado momento, ele acusou aquilo que foi o peso do jogo em termos de desgaste físico. Estou satisfeito com aquilo que o Mec fez, embora há alguma inconstância. Mas ele deu tudo dele e trabalhou muito. E isso é o que fica.
Ausência de Arthur
— Um jogador como o Arthur, sente-se sempre a falta dele, porque é um jogador que marca ritmos, descobre espaços. Na variação de corredor é um jogador extremamente perspicaz para dar sequência àquilo que é o jogo e o que o jogo quer. Vocês (imprensa) dizem que o Artur tem sido um dos bons jogadores do Grêmio ao longo da temporada. Portanto, não posso dizer que ele não faz falta. É realmente um jogador de grande qualidade.
Dodi no lugar de Monsalve no segundo tempo
— Tínhamos claramente perdido aquilo que era a nossa presença no meio e a capacidade de reter a bola. Não tivemos essa capacidade. O Dodi, normalmente, é um jogador que retém mais bola na circulação, um jogador que temporiza mais o jogo.
Entradas e saídas no elenco
— É óbvio que a entrada e a saída de muitos jogadores na equipe são alterações muito fortes, assim como a promoção de muitos jogadores jovens. É algo que vai necessitar tempo. Por isso eu digo sempre que é uma temporada muito perigosa e de grande complexidade.
Número de volantes entre os titulares
— Nós sentimos uma estabilização da equipe quando decidimos, depois de alguns jogos com dois volantes, colocar um único volante. E a equipe sentiu-se sempre mais equilibrada, sentiu-se com um melhor desenho em campo, melhor no ataque, melhor no momento defensivo.
Equipe em processo de formação
— O nosso momento defensivo é algo que requer ainda muito trabalho, muita coordenação. Temos momentos ao longo do jogo em que temos muitas deficiências defensivas. Claramente estamos em um processo de formação. E essa formação hoje, enquanto equipe, não pode ser feita da melhor forma por ausência de vários jogadores que são decisivos nesse aperfeiçoamento. Estamos em um processo de construção.
Desgaste dos jogadores
— Enquanto os jogos forem de três em três dias, as coisas ainda vão aguentando em termos físicos. Quando passam a ter só um intervalo de dois dias, aí são questões mais complexas. O jogador consegue recuperar em três dias, não de uma forma ideal, mas aceitável. Agora, de dois em dois dias, como nós vamos ter depois na parte final, antes da data Fifa, aí já vai ser uma complexidade maior.
Aproveitamento da base
— O projeto do Grêmio é olhar para a sua base, como nós sempre dissemos. E vamos olhar. Agora, não podemos após um resultado desses desconfiar da base. Não, vamos continuar a olhar para ela. O projeto do Grêmio é esse.
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