
O Grêmio defenderá no Beira-Rio, neste domingo (8), uma diferença de três gols. Mesmo assim, os próprios jogadores trocam conselhos de experiências semelhantes. As conversas partem desde os mais experientes aos mais jovens, sobre qual deve ser o procedimento para confirmar o título gaúcho.
Segundo apurou Zero Hora, os veteranos Marcos Rocha e Weverton relembram a semifinal da Libertadores, pelo Palmeiras, contra o River, quando aplicaram 3 a 0 na Argentina e sofreram para conseguir chegar à final em pleno Allianz Parque. Na ocasião, perderam por 2 a 0, mas com lances perigosos que quase o deixaram de fora da decisão.
Kannemann e Arthur, os últimos renascentes da década passada, recuperaram nos últimos dias, o estadual de 2018. Depois de aplicar os mesmos 3 a 0, pelas quartas, contra o Inter, na Arena, na casa do rival tiveram grandes dificuldades para segurar um 2 a 0. A postura defensiva adotada na ocasião não deve ser repetida num primeiro momento.
O volante também citou para alguns companheiros uma derrota emblemática: a remontada do Liverpool. Depois do Barcelona ganhar por 3 a 0, no Camp Nou, em Anfield, com o atual capitão gremista entrando no decorrer da partida, de forma avassaladora, os ingleses aplicaram impiedoso 4 a 0, pela semifinal da Champions League de 2019.
Os mais jovens apontam um caso mais recente: a final do Brasileirão sub-17 de 2025, realizada em outubro. Após o Tricolor aplicar 4 a 1, na Arena, no Atlético-MG, tomou 3 a 0, em Belo Horizonte, e perdeu nos pênaltis. Três jogadores subiram para a equipe profissional e ficam no banco: Tiaguinho, Roger e Gabriel Mec.
Além das conversas, comissão técnica e direção também abordaram o assunto internamente nos últimos dias. A psicóloga Marisa Santiago, que já trabalha há mais de um mês no clube, teve papel importante. A leitura é que a pressão será grande no Beira-Rio, mas a postura não poderá mudar mesmo que um gol cedo seja sofrido no clássico 451. O confronto ocorre às 18h.


