
A repaginada que Luís Castro deu ao time do Grêmio nas últimas semanas rejuvenesceu a base titular. Com isso, quatro atletas mais experientes perderam espaço e têm acumulado tempo sem jogar. Mesmo assim, eles colaboram com experiência no momento decisivo das finais do Gauchão.
O treinador português, desde o segundo tempo contra o Juventude, em 22 de fevereiro, puxou Pavon para a lateral direita, preterindo João Pedro e Marcos Rocha. Luís Castro apostou na zaga mais jovem com Gustavo Martins e Viery, bancando na reserva os experientes Kannemann, Wagner Leonardo e Balbuena.
O maior jejum em campo é do ídolo argentino. Ele atuou apenas numa partida em 2026: na derrota para o São José, em 14 de janeiro, na Arena. Depois, Luís Castro não o utilizou, mesmo rodando o time no estadual, em virtude de uma lesão muscular na coxa esquerda. Ele voltou a ficar à disposição no começo de fevereiro e não saiu mais do banco.
Os ex-palmeirenses Marcos Rocha e Caio Paulista também não jogam há praticamente um mês. Ambos entraram em campo pela última vez em 7 de fevereiro, contra o Novo Hamburgo, pelas quartas de final do estadual. A questão física pesa contra Marcos Rocha, de 37 anos. Enquanto Caio Paulista não tem agradado nos treinos e em questões de relacionamento.
A menor inatividade é de Wagner Leonardo. O zagueiro, de 26 anos, mas que já ostentou a braçadeira de capitão, foi personagem na derrota, por 2 a 0, em 11 de fevereiro, contra o São Paulo, no Morumbis. Ele chegou a ser desfalque por desconforto muscular, mas desde o retorno não saiu mais do banco.
Nos bastidores, mesmo sem participar diretamente dos jogos em campo, os zagueiros e o lateral-direito têm colaborado na rotina diária de treinos com incentivo, dicas e conselhos para os mais jovens. A escalação do Grêmio na vitória por 3 a 0, na Arena, no Gre-Nal 450, teve apenas Weverton, Pavon e Carlos Vinícius com idade igual ou superior a 30 anos.



