Da janela de casa, em Porto Alegre, Luís Castro encontrou uma ligação com o Grêmio. Do sétimo andar de um prédio no Moinhos de Vento, o técnico enxerga o Parcão, região onde fica a Baixada, antigo estádio gremista. Dali, conecta o presente do clube com um dos pilares pensados para o futuro.
O português de 64 anos é o fiador do projeto de futebol da gestão do presidente Odorico Roman. Em três meses, o trabalho deu frutos. Além do esperado. Uma equipe reconstruída e com taça no armário.
Mais do que vencer o Gauchão, o Grêmio atropelou o Inter na trajetória até o título. Uma goleada por 3 a 0 na Arena e um jogo de volta no Beira-Rio sem sustos. Os passos dados até aqui foram firmes suficientes para superar as primeiras turbulências.
As dúvidas da torcida antes dos Gre-Nais decisivos não assustaram Castro, acostumado a navegar por mares turbulentos durante os seus 53 anos no futebol.
Na tarde de sexta-feira, o técnico conversou com a reportagem de Zero Hora por quase uma hora em sua residência. Confira os principais trechos,
Entrevista com Luís Castro
Como o senhor tem se adaptado aqui à vida porto-alegrense?
Primeiro dizer-vos que é um prazer estar em Porto Alegre. de forma mais particular no Grêmio. Desde os meus primeiros momentos do Grêmio e desde os meus primeiros momentos na cidade, me sinto em casa. Muito acolhedoras as pessoas, muito simpáticas, muito atenciosas, sempre muito educadas para comigo e isso tem-me deixado particularmente feliz. Sou, como se diz, um cidadão do mundo. E que se sente muito bem em Porto Alegre.
A rotina é puxada para os profissionais do futebol, mas já conseguiu aproveitar algo da cidade?
Sou uma pessoa como todas as outras. Tenho a minha rotina diária, minhas necessidades, as coisas que gosto de fazer e as coisas que não gosto. Gosto de sair à rua, de estar na cidade e me envolver nela, de caminhar nas ruas, de ir ao supermercado, de ir a uma loja, à farmácia, vou àquilo que tenho necessidade.
Grêmio e Inter são mais do que clubes de futebol aqui. Já se adaptou?
É, em todo em todos os países há rivalidades. Umas mais acentuadas que outras e não podemos esconder que há uma rivalidade muito grande entre o Inter e o Grêmio. O que eu acho que é bom, promove o desenvolvimento. Agora tem de ser aproveitada no bom sentido. No sentido de as equipes e os clubes se desenvolverem mesmo. Porque uma rivalidade boa tem de projetar as equipes para o patamar superior das tabelas.
A rivalidade entre as instituições deixa a cidade muito viva, muito atenta e o tema muito presente no dia a dia.
LUÍS CASTRO
Técnico do Grêmio
Já dei por mim a refletir o porquê que o Grêmio, com toda esta dimensão, e o Inter também, em determinadas épocas, entram em problemas e dificuldade. Essas rivalidades muito fortes obrigam os clubes a se desenvolverem. E a minha reflexão é essa. Por que os clubes ainda não conseguiram aproveitar para se desenvolverem de tal forma que fiquem num ponto sempre mais alto? A rivalidade entre as instituições deixa a cidade muito viva, muito atenta e o tema muito presente no dia a dia.
Entende que essa rivalidade é igual a que existe entre outros clubes?
Não. Na minha opinião, é mais intensa (a rivalidade). Vivi Shakhtar e Dinamo de Kiev, também uma rivalidade muito forte na Ucrânia. Porto x Benfica é uma rivalidade muito grande também em Portugal. O Botafogo com os clubes do Rio, com o Vasco, com o Fluminense, com o Flamengo, também uma rivalidade forte. E em outros países também. Al Nassr com o Al Hilal, na Arábia Saudita. Mas são dimensões totalmente diferentes. Umas mais, outras menos, mas rivalidades acentuadas. Mas esta é aquela que se sente mais a presença de tudo e de todos no dia a dia. Não é preciso haver um Gre-Nal para ver o tema Inter x Grêmio. Isso é o que mais é o que mais surpreende, mas não é uma surpresa negativa. Nada disso. É surpreendente pela forma como as pessoas vivem de forma intensa as duas instituições, os dois clubes e como tomam a conta da vida delas.
Não é preciso haver um Gre-Nal para ver o tema Inter x Grêmio. Isso é o que mais é o que mais surpreende
E essa paixão auxilia ou atrapalha no vestiário antes de um clássico?
Os clássicos que têm um impacto muito forte no país e na região, eles vivem-se de forma muito forte dentro de nós. São jogos de grande impacto que o vestiário fica todo ele extremamente atento e sente-se tensão nos dias que antecedem o Gre-Nal. É uma dimensão muito forte. São jogos que ultrapassam o lado tático, técnico, físico. Vão para um patamar muito alto naquilo que é a dimensão psicológica. E a mente tem que resistir, temos que nos preparar. Há jogo antes, há jogo durante e há jogo depois. O Gre-Nal estende-se por muito mais dias do que é normal nos outros clássicos.
Como é que o técnico europeu enxerga o futebol brasileiro?
Desde muito cedo se olha para o Brasil como o país do futebol. Se percebe que ali o futebol é um futebol com tudo aquilo que o futebol deve ter. Com jogadores bons, com torcidas entusiastas, com uma cobertura muito grande, envolvimento, bons jogadores, tudo aquilo que o futebol deve ter, existe. Então, olha-se para o Brasil como um destino que pode acontecer na nossa vida e como aconteceu na minha vida.
O calendário é o fator que mais afasta a realidade do futebol brasileiro na comparação com o europeu?
As ligas que têm 20 clubes que jogam Champions ou Liga Europa, que jogam a Copa e outra, como a Taça da Liga em Portugal, também têm muitos jogos. O Brasil consegue ter um pouco mais, mas não de forma acentuada. E o futebol hoje é produto que é muito vendável e as pessoas não passam sem consumir futebol. As marcas sabem que é consumido por milhões de pessoas. Então tem de haver jogo. Os clubes têm que se preparar para isso. Não se pode ter só um elenco. Tem que ter dois. E homogêneos. Os clubes têm sucesso quando conseguem encontrar um equilíbrio entre dois elencos dentro do próprio elenco. O mundo quer isso. O mundo não passa sem isso. Só nos resta a nós, profissionais no futebol, adquirirmos as dinâmicas necessárias para responder a esse apelo.
Gosto de liderar, fui capitão em todas as equipes por onde passei. São 53 anos de vestiário, uma relação ótima com o futebol.
De onde surgiu sua relação com o futebol?
Vem de criança. De uma relação com a bola. Eu e a bola, e bola e eu. Se não tenho colegas para jogar, jogo contra a parede. Se não tenho colegas para jogar na praia, brinco com a bola. Aos 11 anos chegou de forma oficial. Fui inscrito por um clube, o Vieirense, da vila onde eu vivia. Desde os 11 até aos 64, tenho 53 anos de futebol. Só aos 17 anos entrei no mundo do profissional, joguei até aos 35. Mal terminei a carreira e fui logo ser treinador. Não quis ser adjunto de ninguém. Gosto de liderar, fui capitão em todas as equipes. São 53 anos de vestiário, uma relação ótima com o futebol. Amo o futebol.
Sente-se acolhido pela comunidade do futebol no Brasil?
Eu adoro o Brasil. Sinto-me bem aqui, sinto-me como se estivesse em casa, pela língua, costumes, cultura, paixão pelo futebol. Gosto do jogo e do segundo jogo, que é a coletiva de imprensa. Procuro estar na mídia com grande respeito. Mesmo não sentindo, às vezes, tanto respeito assim. Entendo tudo. No futebol, não tem segredos. Entendo se você tiver um programa e falar mal de mim de uma forma menos respeitosa. Já percebi tudo. Não é por ser mais inteligente que ninguém, mas sei qual é a dinâmica do futebol. Sou privilegiado. A maioria das pessoas no mundo vive tão aquém daquilo que deveria ter na vida. Não me queixo de nada. Dizer "ah, mas a mídia é muito agressiva". Mas tantas outras coisas são tão mais agressivas que isso. As pessoas não aguentam e têm de aguentar. É aqui que me sinto bem.
O que espera na Copa do Mundo?
A Copa é o maior torneio de seleções do mundo. Onde existe um entusiasmo incrível e onde há o cruzamento de culturas de forma permanente. Torcedores que cruzam um pelo outro e falam sobre seus países, o que enxergam em campo. Vou olhar para ela como paixão muito grande, esperando que seja um sucesso. Onde normalmente revelam-se sempre jogadores jovens. Espero que se revelem mais ídolos.
Gostaria de ver Neymar na Copa?
Eu não vou responder com respeito ao meu colega Ancelotti. Ele é que sabe. É pago para isso. Eu sou pago para treinar o Grêmio.
O senhor gosta de ver esse processo de construção de um time que o Grêmio está passando?
Adoro. Tenho uma paixão. A primeira coisa que eu pergunto quando tenho reuniões com os clubes é qual é a visão que tem para o futuro. Se é uma visão apaixonada, que inclui a base e um progresso de instalações. Uma visão que inclui uma nova organização em que todos estão envolvidos e fazem realmente parte desse processo. Quando fui para o Botafogo, já tinha questionado o John Textor a esse respeito. Ele respondeu de forma positiva que era esse o clube que ele queria. Ao presidente Odorico eu disse ok, mas tem consciência que é um caminho complexo, perigoso. É uma obra que eu gosto.
Tenho a consciência que a minha participação no projeto pode terminar de forma abrupta.
E como "navegar" no Grêmio deste momento?
O departamento de comunicação tem a obrigação de comunicar a toda torcida qual é a visão do clube. Qual é a travessia do clube ao longo deste tempo até atingir um equilíbrio que levará a conquistas. É um trajeto perigoso, em que estamos a entrelaçar os jogadores da base com os mais experientes. Um novo modelo de jogo está sendo posto em prática e ainda não nos conhecemos bem uns aos outros. Tenho a consciência de como as pessoas consomem futebol. Que muitas vezes só consomem resultados. Tenho a consciência que a minha participação no projeto pode terminar de forma abrupta.
O senhor sentiu esse risco antes das finais do Gauchão?
Claro, e foi aí que deitamos mão aos nossos 53 anos de futebol. E olhamos tudo aquilo que passamos, que construímos na nossa vida. Joguei 24 anos. Sou treinador há 29. Eu comecei na 4ª divisão. Quando se começa assim, a dificuldade não é a torcida que pressiona. É a condição de trabalho. Como é que eu um dia vou chegar onde eu quero? Quero um dia chegar à Champions League. Tudo é montanha. Tudo é difícil. O dia a dia, queremos que cada ano possamos crescer 10, mas não é possível. Como na vida, não podemos queimar etapas. Olhando isso nos momentos difíceis pensamos que tudo é possível. Mas se nunca desististe, Luís, não vais desistir agora. Agora, com todos esses anos, vais continuar. E é isso. Atiro-me ao trabalho. Aí percebi mais uma vez que o meu grande aliado é o trabalho.
Incomodou ter ouvido tantas perguntas sobre usar um camisa 10 no time?
Não. Gosto das perguntas que me levam a refletir. A reflexão é que nos leva à decisão. Percebo essa questão quando me falam do camisa 10. É um médio ofensivo, que passe bem e que tenha gols. Não quero um, quero dois camisas 10. Quero um volante que suporte esses dois camisas 10, para que eles consigam chegar à frente, que façam o último passe. Hoje em dia, uma equipe se só tiver um camisa 10 é pouco. Não serve para alimentar um ataque de três homens. Tem que ser dois, porque atacamos por três corredores. Um homem não alimenta três corredores. Por isso quero dois camisas 10.
Não quero um camisa 10, quero dois camisas 10. Quero um volante que suporte esses dois camisas 10.
E onde o senhor encontrou o equilíbrio atual da equipe?
Quando nós estávamos com dois volantes, a anarquia do meio-campo era total. Não nos dava conforto, calma ou paz. A equipe permanentemente estava a ser agredida. Então, nós queríamos atacar muito com o homem da posição 10 e estávamos a sofrer. Quando um camisa 10 não é suficiente, os dois que jogam por trás atrás dele vão avançar. Ou correm de forma coordenada, ou abrimos espaços. Quando perdíamos a bola, a equipe estava desequilibrada. Eu existo no clube para tomar decisões. E estou a tomar decisões, que ora podem parecer erradas, ora muito certas, em função do resultado. Mas além do resultado, tenho que analisar a produção.
Quando nós estávamos com dois volantes, a anarquia do meio-campo era total. Não nos dava conforto, calma ou paz.
Com data Fifa e parada para a Copa do Mundo pela frente, qual o planejamento do Grêmio?
Não é assustar ninguém, é a realidade. São fatos. O caminho do Botafogo no final do primeiro ano foi que ficamos em décimo e conquistamos a vaga na Copa Sul-Americana. Esse foi o nosso caminho de transformação do clube, daquilo que foi um processo de construção de uma nova equipe para conquistas. No segundo ano entramos fortes, temos a melhor pontuação do primeiro turno, e a equipa que se formou. Agora dizer se vai ser igual, se vai ser diferente, o ser humano e a ligação entre seres humanos é algo que é muito difícil, complexo. Não temos varinha mágica para dizer quando é que 30 mentes diferentes vão se ligar. No último jogo (Bragantino), faltaram algumas peças e o barco balançou todo. Foi o nosso melhor jogo em transição. E foi dos piores jogos, sofremos no bloco baixo.
O senhor entende que o caminho mais viável de mais um título para o Grêmio é nas copas?
Acho que ainda temos que percorrer muito caminho, colocar a equipe em outro patamar para falarmos em coisas maiores. Acredito que vamos fazer bem. Tenho a convicção que vai ser um ano em que vamos ter coisas boas na Copa Sul-Americana. Depende muito de um sorteio. A Copa do Brasil vai depender daquilo que vamos ser e o que serão os outros. Se me perguntassem, queres ganhar? Quero ganhar a Sul-Americana, a Copa do Brasil e o Brasileirão. Mas há um caminho muito grande a percorrer. Se dependesse só do nosso trabalho, estávamos lá. Mas há o trabalho dos outros. Um clube da Série B, de média dimensão, pode ganhar uma copa.
No estágio atual do Grêmio, é viável disputar em um mesmo patamar de Palmeiras e do Flamengo?
O mais importante não é chegar. É se sustentar num patamar. Porque chegar bem num ano e disputar um título de Brasileirão, acontece. Mas logo cai. É isso que as instituições querem? Ou é chegar e ficar? É melhor ficar muitas vezes em sexto, depois quinto, depois quarto até ganhar. E aí lutar sempre para ganhar, porque o Grêmio tem dimensão para ser essa instituição. O Grêmio tem uma torcida entusiasta, é fantástica a energia que passa para o campo. Organizando bem, tendo uma boa base, um bom elenco e tendo uma boa visão, o Grêmio pode chegar.
Qual é o planejamento para utilizar Braithwaite?
Ele ainda está numa fase inicial da chegada ao elenco. Ele é da posição, centroavante. Disputará a posição com o Carlos Vinícius. Irá esgrimir e lutar por uma posição dentro dos 11.
Villasanti pode jogar como um médio mais adiantado?
Vários jogadores podem jogar ali. Eles gostam muito de jogar ali porque têm proteção por trás do volante. E liberdade de chegar à frente, de envolver pelo corredor direito, pelo corredor central. Mas são posições desgastantes. Vai depender de como o Villasanti chegará da recuperação. Ele tanto pode ser volante ou meia. Claramente é um armador de jogo.
O Grêmio deu muitas oportunidades a jovens em 2026. Veremos mais disso?
Mais meninos estão a chegar para a equipe principal, com boas perspectivas para o futuro. Mas o ano é complexo, porque ao mesmo tempo que temos de abrir espaço, há jogadores que ainda não estão prontos, mas eles precisam de competição para ficarem prontos. E o Grêmio precisa de resultados para entregar à torcida e à administração. Portanto, este equilíbrio é difícil. Muitas vezes saímos penalizados por aquilo que é o atrevimento de colocar os jogadores jovens na equipe, mas eu gosto desse atrevimento e eu assumo esse risco. Eu gosto da base, gosto do projeto. Vou com o projeto para frente. Não adianta dar nomes agora. Há jogadores muito interessantes.
Essa é uma filosofia que surgiu aonde?
Vivi isso no Shakhtar, quando tive o Tetê, o Solomon, o Marcos Antônio, o Vitão, o Dodô, a jogarem com o Taison, o Marlos e o Júnior Moraes. E percebi que as energias que os meninos mais novos trazem, entrelaçadas com aquilo que é a experiência, é uma mistura muito interessante. Percebi ali que tudo era realmente possível e fiquei bastante interessado e conectado a esse caminho.
As energias que os meninos mais novos trazem, entrelaçadas com aquilo que é a experiência dos jogadores que já têm muitos jogos em cima, é uma mistura muito interessante.
Um menino que começou bem o Gauchão, mas oscilou, foi o Tiaguinho. Ele tem qual o espaço nesse contexto atual do Grêmio? Vai também disputar uma posição nessa segunda linha?
Há contextos facilitadores e há contextos difíceis. Eu quis ver até onde é que ele ia em contextos mais difíceis. Ele manifestou uma ou outra dificuldade que estamos trabalhando. Ele irá reaparecer no momento certo. Agora, não podemos expor os jogadores que não estão preparados para determinadas dimensões, em prejuízo deles e da equipe. Enquanto ele se prepara de uma determinada forma, o Mec foi de outra, o Viery foi de outra, em função daquilo que são as características de cada um. Olho para o Tiago e penso: "Tiago, de uma forma muito imediata, sem uma reflexão profunda, talvez quando tiver os seus 22 ou 23 seja um Arthur. Um jogador que marca, passa, resiste, lê bem o caminho para dar a bola, tem técnica para aguardar sem ser desarmado." Portanto, todos têm os seus timings.
Temos outro clássico Gre-Nal em breve. Como será esse ambiente?
Cada jogo é um jogo. Acho que todos nós temos a capacidade de perceber o que é que fizemos bem e o que é que fizemos mal. Isso é o que nos faz evoluir. Acho que as cenas de violência, intimidação, não serão repetidas. Olho sempre para o futebol em uma perspectiva muito positiva. Aconteceram coisas que talvez não devessem ter acontecido, mas já passou, o ser humano existe para se entender. Para se sentar, para falar, para reconhecer e para seguir em frente. Acho que vai ser um jogo extremamente competitivo, intenso. Nos dias que antecedem, só vão falar do Gre-Nal. Depois que ele for disputado, também vão falar dele. Vai ser o que foi sempre. Cada jogo tem uma vida.
Quero ser olhado como uma pessoa, muito mais que um treinador. Olharem para mim como uma pessoa que ama o que faz, se entrega por completo.
Qual é a marca que o Luís Castro gostaria de deixar para o Grêmio?
Quero ser olhado como uma pessoa, muito mais que um treinador. Olharem para mim como uma pessoa que ama o que faz, se entrega por completo e que respeita tudo e todos. No fundo, ser olhado como um profissional digno, honesto e um profissional de respeito.


