
O Grêmio abriu boa vantagem na final do Gauchão ao vencer o Inter por 3 a 0 na Arena, neste domingo (1º). O time comandado por Luís Castro construiu o placar com Enamorado, Amuzu e um gol contra de Victor Gabriel. Na volta, no próximo domingo (8), no Beira-Rio, pode perder por até dois gols de diferença.
Apesar da goleada, o técnico, em coletiva, evitou qualquer clima de euforia e manteve cautela, reforçando que a decisão segue em aberto. Ao analisar o clássico 450, fez questão de elogiar o desempenho se sua equipe.
— Falta uma segunda parte da final, e isso nós temos consciência. Foi um bom jogo, contra um adversário forte que, mesmo com um a menos, não deixou de mirar nosso gol. Parabéns aos jogadores pela forma como atuaram, respeitaram o adversário e à torcida, que foi determinante, assim como já tinha nos ajudado muito naquele momento difícil contra o Juventude — avaliou Luís Castro
O técnico gremista ainda destacou que seu time terá "entrega total":
— A final está no meio. É melhor estar vencendo por 3 a 0 do que estar perdendo por 1 a 0. Mas, pensando pelo lado do Inter, rapidamente vamos perceber que tudo é possível no futebol. É uma equipe que vai fazer uma frente muito forte e travar uma batalha dura conosco. Vamos nos preparar para essa batalha. Acho que o fundamental é olharmos para o que é o nosso trabalho diário, digno, honesto por entrega total.
— São jogos totalmente diferentes. O Inter vai se atirar de forma bastante forte, não tenho dúvida. Portanto, o jogo vai ser olhado diferente daquilo que foi olhado hoje — completou.
Time titular
Para o jogo desse domingo, o técnico Luís Castro surpreendeu ao escalar Monsalve no meio, além de deixar Tetê no banco para Enamorado seguir como titular e também manter Pavon improvisado na lateral direita. Após o confronto, o treinador gremista explicou algumas de suas decisões.
— Hoje o futebol é feito muito pelos corredores. Mesmo times que trabalham com mais posse, como Barcelona e Manchester City, utilizam jogadores pelas pontas. São jogadores que eu aprecio sempre na minha equipe. Nunca há pontas titulares. Há jogadores que vão passando por lá, umas vezes titulares, outras vezes suplentes, em função do momento — afirmou.
Elogios a Pavon
— O Grêmio, com o Pavon, ganha um jogador que faz várias funções. Tem um espírito de entrega, é muito ambicioso, joga onde for preciso, seja nas laterais ou nas pontas. Eu o admiro muito. É natural que vá necessitar de algum tempo na posição para fazer um "reset" a tudo aquilo que era o desempenho dele como ponta. Ao longo do jogo, sim, esteve num nível elevado, mas cometeu um ou outro erro que nós temos de retificar e temos de falar individualmente com ele.
— Estou satisfeito com ele, assim como estou satisfeito com o Marcos Rocha e com o João Pedro, que se lesionou, infelizmente.
O que mudou do último Gre-Nal?
Luís Castro destacou o tempo de treinamento como essencial para ter um clássico melhor que o último, em que seu time perdeu por 4 a 2 no Beira-Rio, pela primeira fase do Gauchão:
— O que mudou foi o tempo que o time esteve conosco. Ela está no início da sua construção, irá ser maturada mais à frente, onde vai arranjar a estabilidade. Estamos ainda num período que vai ter deslizes, outras vezes uma evolução e parecer que tudo está bem, mas não é assim. O time ainda está a assimilando aquilo que nós temos como ideia ofensiva e defensiva.
— Estamos no início de um caminho. O resultado é muito importante, mas muito mais importante será sempre o trabalho diário. O treino é decisivo, este resultado está muito alicerçado naquilo que é o treino, o desempenho dos jogadores em treino. Portanto, entendo que eu valorizei muito o resultado hoje, mas eu valorizo sempre muito mais aquilo que é o trabalho diário — completou.
Zaga titular e “triângulo de segurança”
Ao comentar a atuação defensiva, o treinador voltou a defender a ideia de que a solidez começa pelo conjunto e não apenas pela experiência individual. Titulares na última quarta (25) e novamente deste domingo, Viery e Gustavo Martins foram bem no primeiro jogo titular. Luís Castro elogiou Kannemann, mas deixou claro que observa o desempenho diário como principal critério.
— A defesa do gol é feita pelos dois zagueiros e o cinco. É um triângulo de segurança. Há preconceito de que só os mais experientes devem jogar. Eu elogio muito o Kanneman, é fantástico, determinado, ambicioso. Mas Balbuena, Wagner Leonardo, Luís Eduardo e os mais novos, todos têm condições. O mais importante são os dados diários. Não é o respaldo o tempo todo, é o agora.
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