Luís Castro conhece bem o sentimento de rivalidade no futebol. Aos 64 anos, com 53 deles envolvido de peito e alma no esporte, o técnico do Grêmio disputou ou acompanhou clássicos em três continentes. Depois de vivenciar o Gre-Nal, o treinador não tem dúvidas. Aqui, no Rio Grande do Sul, se vive o clássico como em nenhum outro lugar do mundo.
Em entrevista exclusiva à Zero Hora, Castro falou nesta sexta-feira (13) sobre o início de trabalho no Grêmio. E a força que ele viveu nos dois extremos da rivalidade Gre-Nal.
Após a derrota por 4 a 2 no início do Gauchão, o Tricolor goleou o adversário na partida de ida por 3 a 0. E confirmou o título na partida de volta com o empate em 1 a 1 no Beira-Rio.
— Na minha opinião, é mais intensa (rivalidade). Vivi Shakhtar e Dinamo de Kiev, também uma rivalidade muito forte na Ucrânia. O Porto x Benfica é uma rivalidade muito grande também em Portugal. O Botafogo com os clubes do Rio, com o Vasco, com o Fluminense, com o Flamengo, também uma rivalidade forte. E em outros países também. Al Nassr com o Al Hilal, na Arábia Saudita. Mas são dimensões totalmente diferentes. Umas mais, outras menos, mas rivalidades acentuadas. Mas esta é aquela em que se sente mais a presença de tudo e de todos no dia a dia — disse.
O técnico comentou que não precisa nem estar nos estádios para ver como o clima de disputa entre as duas torcidas afeta a vida das pessoas no Estado.
— Não é preciso haver um Gre-Nal para ver o tema Inter x Grêmio. Isso é o que mais é o que mais surpreende, mas não é uma surpresa negativa. Nada disso. É surpreendente pela forma como as pessoas vivem de forma intensa as duas instituições, os dois clubes e como tomam conta da vida delas — explicou.
É surpreendente pela forma como as pessoas vivem de forma intensa as duas instituições, os dois clubes e como tomam conta da vida delas
LUÍS CASTRO, TÉCNICO DO GRÊMIO
SOBRE A RIVALIDADE GRE-NAL
A entrevista completa será publicada neste sábado em Zero Hora. O técnico fala sobre preparação do time, objetivos para a temporada e como encaixar as peças para fortalecer a equipe.


