
O Grêmio é o campeão gaúcho de 2026. O Tricolor garantiu o título neste domingo (8), no Beira-Rio, com um empate em 1 a 1 com o Inter, após largar em vantagem na Arena. Para o técnico português Luís Castro, atualmente à frente da equipe gremista, a conquista é apenas "o primeiro passo do trabalho".
— Ganhamos o Gauchão, mas temos que fazer crescer a equipe, há muito trabalho para fazer. Muito caminho para andar — destacou em entrevista coletiva após o título.
Castro recordou que a equipe evoluiu muito dentro do campeonato estadual.
— Mudamos (em relação ao primeiro Gre-Nal). Evidente que mudamos. A dinâmica mudou também dentro de campo. Pavon dá mais profundidade, são características diferentes do que Marcos Rocha e João Pedro. Mudar os jogadores altera outras dinâmicas dentro da equipe — afirmou.
Com a conquista desse domingo, o Grêmio chegou ao 44º título gaúcho, o oitavo nos últimos 10 anos no Gauchão. O treinador português elogiou seus jogadores e a torcida do Tricolor.
— As minhas primeiras palavras vão para os jogadores. Foram os atores principais do que conquistamos. A torcida nos apoiou muito, tem nos deixado muito felizes e, com eles, somos mais fortes — completou.

— O futebol dá novas oportunidades sempre. O fundamental é nunca desistir e acreditar naquilo que fazemos, a gente acredita e os jogadores acreditam também. O resultado foi o título do Gauchão e nos deixa muito satisfeitos. Parabéns a todos
Confira as outras respostas de Luís Castro
Começo de trabalho
Eu compreendo muito a dificuldade do nosso trabalho no começo da temporada. Esse trabalho muito difícil vai sendo feito. O tempo é nosso maior parceiro para tirar conclusões. O primeiro Gre-Nal foi muito no início. O que mudou do primeiro para o segundo foi conhecer melhor o elenco e eles saberem o que é meu estilo de jogo. Um trabalho muito digno e com empenho em cada jogo.
Sobre a mudança no time
Acho que o mais importante é a tarefa que cada um tem que desempenhar dentro de campo. Antes, claramente a coordenação não estávamos conseguindo ter. Os dois volantes estavam na mesma zona. A partir do momento que tínhamos um volante apenas, a equipe ficou mais equilibrada defensivamente. Todos eles se integram no momento defensivo, são jogadores com muito equilíbrio. Hoje, defendemos como arte.
Relação com os jogadores
O treinador é o líder. Tem jogadores dentro do grupo que são líderes também. É fundamental a hierarquia. Nas equipes são assim. No dia que eu não tiver o domínio do grupo, não estarei no futebol. O valor inestimável é o respeito.
Maturidade dos jogadores
O grupo é maduro, mesmo os mais jovens são maduros. A única coisa que me interessa é meu trabalho. Pode me chegar uma ou outra notícia, mas não me importante. Se eu tenho reuniões com meus jogadores, como posso ligar para o que vem de fora? O grupo aguenta bem e não se deixa impactar por coisas de fora.
Capacidade física
Realmente, o lado físico no Brasil exige muito dos jogadores. Mas tem algo que exige mais que é o lado mental. Tudo é potencializado por isso. Os jogadores estão mentalmente muito fortes. Eles acreditaram mesmo quando as coisas não estavam bem.
Improvisação de Pavon
Hoje, os jogadores estão muito cultos em relação às missões que têm em campo. Pavon já tinha feito no Boca como lateral-direito, quase 20 jogos. Marcos e João entendem bem a situação, aquele que tiver mais rendimento, vai jogar. É uma gestão de meritocracia. Não há desconforto algum.
Os zagueiros do elenco
O Wagner, o Kannemann e o Viery, três zagueiros pela esquerda, o Balbuena, o Gustavo e o Luis Eduardo, três pela direita. Os dois são imponentes fisicamente, no ar são verdadeiros animais, uma impulsão muito grande. Os dois (Viery e Gustavo Martins) são os mais velozes da equipe.
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