
O Gre-Nal 450 tinha 34 minutos do segundo tempo. Estava decidido. Não só o jogo, mas praticamente o Gauchão. 3 a 0 sem Weverton ter sujado o uniforme. Foi quando Amuzu tentou, de letra, um cruzamento. Não resultou em nada o lance a não ser em aplausos na Arena no início da noite de domingo (1º).
Não foi o primeiro aplauso recebido. Tampouco o último. Dois minutos depois, o técnico Luís Castro realizou aquelas substituições que soam como homenagem. Os gremistas se levantaram para o aplaudirem. Porque era uma atuação para ser aplaudida em pé.
O ganês nascido em Acra e que aos dois anos emigrou para a Bélgica fez uma atuação para ser contada para quem ficou do outro lado do oceano, seja na Europa ou na África.
Islâmico, Amuzu vive o Ramadã, período em que sua religião proíbe alimentação entre o nascer e o por do sol. A dúvida se a restrição afetaria a sua performance foi respondida do começo do jogo até a substituição.
Bernabei foi expulso no começo do jogo em falta cometida sobre Amuzu. Minutos antes do gol de Enamorado, o primeiro do jogo, enquanto os colorados reclamavam sobre o cartão vermelho, o atacante gremista tomou o seu primeiro gole de água no dia.
No fim do primeiro tempo, marcou o seu gol. Na etapa final, o passe para o chute de Carlos Vinícius, e gol contra de Victor Gabriel, foi dele.
Então veio o lance de letra. A jogada irritou os colorados. Mercado chegou junto em protesto. Nada que abalasse o nome da partida.
Ainda sem dominar o português com a mesma precisão que domina a bola em suas arrancadas, Amuzu saiu em silêncio em campo. Se a família perguntar o que as manchetes dizem sobre ele, mostrará os melhores do momentos do Gre-Nal 450. Os lances não precisam de tradução.
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