
Depois dos Gre-Nais da final do Gauchão, o Grêmio volta a olhar com dedicação total os seus principais objetivos para 2026. Nesta quinta-feira (12), às 21h30min na Arena, o Tricolor recebe o Bragantino pelo Brasileirão. Um retorno ao palco nacional após a pausa de duas semanas dos compromissos mais importantes na temporada.
A equipe voltará a campo com mais uma taça para o museu do clube e de confiança renovada no trabalho de Luís Castro. Mesmo que uma mudança importante no time titular seja parte do preço a ser pago pela dedicação nas partidas contra o Inter.
Substituído nos acréscimos do Gre-Nal 441, Arthur não participou do trabalho no campo com os companheiros na reapresentação dos jogadores no CT Luiz Carvalho na última terça-feira (11). A possível ausência abre uma vaga no setor, que terá a sequência do modelo com Noriega na frente dos zagueiros e outros dois meio-campistas com tarefas ofensivas e responsabilidades na marcação. O candidato a ser o parceiro de Monsalve, caso o camisa 8 não esteja em condições, é Nardoni. Uma nova oportunidade para o argentino jogar após a estreia contra o Atlético-MG.
Na avaliação de Henrique Fernandes, comentarista da Rede Globo, essa mudança poderá ajudar o Grêmio a conter um dos pontos fortes do adversário desta quinta-feira.
— Especificamente para esse jogo contra o Bragantino, pode dar ao time mais capacidade física ao meio-campo, sem perder tanta qualidade técnica. O Bragantino é um time jovem, que consegue suportar uma intensidade grande nas ações do meio-campo por bastante tempo, mesmo fora de casa. Nesse ponto, Nardoni talvez se adapte melhor do que Arthur ao que a partida deve desenhar — projetou o jornalista.
Após a conquista sobre o Inter no último domingo, Castro reforçou a convicção no modelo tático atual. Depois de testar uma equipe com dois volantes alinhados e mais um meia de criação no início da temporada, o resultado não agradou.
— Quando jogávamos com uma dupla de volantes, não conseguíamos ter coordenação. Muitas vezes, os dois volantes andavam na mesma zona do campo, e aí o adversário recuperava a bola no corredor central e encarava a nossa linha defensiva de frente, sem qualquer oposição — disse.
Por isso a definição de uma nova formação tática. O técnico apostou no "triângulo de segurança" formado com a dupla de zagueiros e um volante mais posicionado em frente ao defensores. Com a fixação de Noriega nesta função, com Arthur e outro meio-campista, o time passou a ter melhor rendimento.
— A partir do momento em que nós tivemos um volante (Noriega) designado para tomar conta do corredor central e dar proteção aos zagueiros, claramente a equipe ficou mais equilibrada defensivamente. Esse triângulo de segurança dos zagueiros com esse volante é decisivo para equilibrar toda a equipe — completou o técnico.
Caso se confirme a ausência de Arthur, o volante será reavaliado nesta quarta, Monsalve deve ter a parceria de Nardoni. O argentino disse que a função é uma de suas funções mais naturais em campo, pela liberdade de movimentação para atacar junto da responsabilidade defensiva. Um novo teste, agora contra um rival perigoso como o Bragantino, para confirmar os bons resultados obtidos na reta final do Gauchão.
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