
O Grêmio deu mais uma volta olímpica neste domingo (8). Pela terceira vez no Beira-Rio. Pela 44ª vez, os gremistas conquistaram o Gauchão após o empate em 1 a 1 no Gre-Nal 451.
E tem um gosto especial. E curioso. Foi a primeira taça após o clube adquirir a Arena, erguida ironicamente na casa do rival (algo inédito para o Tricolor no novo Beira-Rio). O título chega depois de uma campanha de altos e baixos. Com derrota no primeiro clássico do ano, classificação à final nos pênaltis e, por fim, triunfo sobre o maior rival.
A construção contou com muitos pés. Teve a afirmação de um guri da base. O ressurgimento em uma nova posição de um contestado. O primeiro título de um ídolo como capitão. Um estrangeiro decisivo. E a afirmação de um típico 9.
A seguir confira cinco destaques da campanha gremista.
Viery

O Grêmio encontrou um novo zagueiro titular em casa. Após improvisações como lateral-esquerdo, Viery ganhou espaço como zagueiro na reta final do Estadual. Sua presença deixou a linha defensiva mais consistente e veloz.
Foi essencial à classificação à final. No jogo de volta da semifinal, no Jaconi, marcou um golaço que levou o jogo contra o Juventude aos pênaltis.
No Gre-Nal 450, fez Borré passar despercebido em campo, além de ter dividido duas bolas no início da jogada no segundo gol no 3 a 0 no Beira-Rio.
Arthur

Faixa de capitão no braço, troféu erguido nas mãos. Para levantar mais uma taça de Gauchão, o volante teve de deixar de lado a baqueta com a qual regeu o time gremista durante a campanha. Distribuiu passes certeiros do seu primeiro jogo até a decisão deste domingo (8) no Beira-Rio. Detalhe: durante a competição trocou de camisa. Aposentou a 29, agora veste a 8.
Pavon

Exemplo de resiliência. Passou duas temporadas como ponta ouvindo as vaias da torcida. Nunca desistiu. Nunca faltou entrega a Pavon. A recompensa veio em uma nova posição. Foi fixado como lateral-direito diante das atuações insuficientes de João Pedro e Marcos Rocha.
As atuações na reta final do Gauchão renderam aplausos ao argentino, além de elogios de Luís Castro.
— Faz várias funções. Tem um espírito de missão. Muito ambicioso, muito determinado. Tem uma personalidade fantástica, que eu admiro muito — destacou o treinador.
Amuzu

Desde seus primeiros dias de Grêmio se mostrou uma figura e tanto. Terá muita história para contar sobre o seu primeiro título pelo clube. Ficou de fora do primeiro jogo da semifinal devido ao vencimento de seu visto de trabalho.
Depois, nas partidas seguintes, entrou em campo em meio ao jejum do Ramadã. A limitação alimentícia (não se alimenta entre o nascer e o pôr do sol) não impediu as boas atuações. Com direito a gol e altas velocidades em Gre-Nal. Após um ano na Arena, se firma como titular da equipe.
Carlos Vinícius

O Grêmio não sentiu a falta de Braithwaite no Gauchão. A razão foi Carlos Vinícius. Ele manteve a média de gols iniciada no segundo semestre do ano passado. Virou referência do time.
No Gauchão deixou a sua marca, com direito a três gols diante do São Luiz. Nos Gre-Nais decisivos foi essencial no primeiro jogo, participando do lance do terceiro gol no confronto de ida, marcado contra por Victor Gabriel, após Vini da Pose acertar a trave.
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