
A semana de final de Gauchão com clássico sempre reacende memórias de jogos históricos. Às vésperas de mais um Gre-Nal decisivo, Zero Hora relembra um herói tricolor de 1993: Gilson Cabeção, que abriu o caminho do título estadual para o Grêmio.
Era um Campeonato Gaúcho de outro tempo, com regulamento e clima bem diferentes das edições atuais. Numa fria tarde de 27 de junho, no primeiro Gre-Nal do octogonal final, aos dois minutos do segundo tempo, Gílson André da Costa Maciel, o Gilson Cabeção, recebeu cruzamento de Carlos Miguel e subiu para marcar de cabeça, decretando o resultado que colocou seu nome na história da rivalidade e deu ao Tricolor boa vantagem rumo ao título. No returno, na penúltima rodada, o Grêmio já era matematicamente campeão.
— O Carlos Miguel entrou pelo lado direito, foi driblando e cruzou. Eu apareci no segundo pau e cabeceei. O Fernandes ainda defendeu, mas a bola já tinha entrado. Eu saí correndo atrás do gol, comemorando — lembrou o ex-jogador em entrevista a Zero Hora.
— Fazer gol em Gre-Nal sempre é importante. A gente foi campeão naquele ano, e esse gol no Beira-Rio marca muito — completou.
Passagem pelo Grêmio
Com passagem pela base do Inter, mas revelado pelo Grêmio, Gilson atuou pelo clube no final dos anos 1980 e retornou em 1993, somando cerca de 100 partidas e 40 gols com a camisa gremista. Depois do Tricolor, rodou o futebol gaúcho e nacional.
Do gramado para a casamata
Quando pendurou as chuteiras, Gilson tentou se afastar do futebol, mas não conseguiu ficar longe dos campos:
— Eu parei de jogar e disse: não quero nada de futebol. Mas quem viveu sempre dentro disso acaba voltando.
Ele iniciou como auxiliar técnico ao lado de Leandro Machado. Em 2012, começou a trajetória como treinador e rodou por times como Caxias, 15 de Novembro, Ulbra, Aimoré e São José. Hoje, Gilson Cabeção é o técnico do Brasil de Pelotas, clube onde também construiu história como jogador. No ano passado, comandou o Xavante no título da Copa FGF.
Com licença A de treinador da CBF e experiência acumulada, ele segue trabalhando e acompanhando de perto o futebol gaúcho — especialmente o Grêmio:
— Eu fui criado ali dentro, a gente acompanha sempre. Tem carinho pelo clube e torce para que o trabalho dê certo.
Produção: Leo Bender
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