
Neste ano, completa-se uma década de um dos maiores alívios da torcida do Grêmio, que pôde soltar um grito que estava entalado na garganta. Em uma noite de dezembro, na Arena, contra o Atlético-MG — mesmo adversário da próxima quarta (25) —, Miller Bolaños marcou o gol que consagrou o título do Tricolor na Copa do Brasil de 2016, encerrando um jejum de conquistas expressivas que já durava 15 anos.
Contra o mesmo adversário, quase 10 anos depois, o único remanescente daquele elenco gremista é o zagueiro Kannemann. O volante Arthur, que em 2016 havia feito só uma partida entre os profissionais, virou destaque no ano seguinte, rodou a Europa e hoje veste novamente as cores do Grêmio.
Passagem pelo Grêmio

O equatoriano Bolaños, protagonista daquele 7 de dezembro, longe de Porto Alegre, se aproxima do fim da carreira. O atacante vestiu a camisa do Grêmio entre 2016 e 2017. Ele fez 46 jogos pelo Tricolor, com 15 gols e uma assistência. Contratado como um dos principais artilheiro do mundo na temporada de 2015, o meia-atacante viveu altos e baixos.
A estreia foi de luxo com a camisa do Grêmio. Marcou gol e teve atuação destacada na goleada por 4 a 0 sobre a LDU, na Arena. Após um bom início, ele sofreu uma fratura na mandíbula no Gre-Nal pelo Gauchão e ficou afastado por um mês.
A saída de Roger Machado e a chegada de Renato Portaluppi também tiraram espaço do equatoriano no grupo. Mesmo assim, o jogador marcou o gol que confirmou o título da Copa do Brasil de 2016 sobre o Atlético-MG. Foi dele, também, o gol que abriu a campanha do penta, diante do Athletico-PR, fora de casa, nas oitavas. Após a conquista, o jogador fez uma tatuagem da taça do torneio.
Por onde anda
Depois de deixar o Tricolor, em 2017, Bolaños rumou para o Tijuana, do México, onde ficou por três temporadas. Entre 2020 e 2022, esteve no futebol chinês, vestindo as cores de Shanghai Shenhua e Chongqing Dangdai.
Retornou ao Equador em 2023, novamente para o Emelec, onde é ídolo. Em 2025, chegou a ser preso por porte e posse ilegal de armas de fogo, mas foi solto horas depois.
Atualmente com 35 anos, está no Guayaquil City, da segunda divisão equatoriana. A imprensa local noticiou que ele deseja voltar ao Emelec para se aposentar.
Produção: Leo Bender
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