
O Grêmio pegou o avião pela segunda vez seguida no Campeonato Brasileiro 2026 para encarar mais um adversário longe dos seus domínios. E o desfecho foi o mesmo da estreia, quando encarou o Fluminense: derrota.
O time comandado por Luís Castro entrou em campo na noite de quarta (11) pela terceira rodada do Brasileirão para enfrentar o São Paulo, no Morumbi. Todavia, volta para o Rio Grande do Sul com um 2 a 0 na bagagem e sem somar pontos fora de casa no Brasileirão.
Logo após o término da partida, que teve gols de Lucas Moura e Jonathan Calleri, além de falhas individuais de Weverton e Wagner Leonardo, o treinador gremista assumiu pra si toda a culpa pela derrota.
— Assumo por completo a responsabilidade da estratégia para o jogo. Não foi conseguido, não conseguimos suster (parar) o São Paulo, responsabilidade minha e levando os jogadores por completo — pontuou.
O português fez questão de frisar:
— A minha parcela de responsabilidade é total. Sou eu o líder da equipe, portanto assumo completa responsabilidade tudo aquilo que aconteça, fundamentalmente nos maus momentos. A estratégia não resultou, tentamos retificar ao intervalo, mas a segunda parte claramente fica depois marcada por uma expulsão logo no início. Isso nos retirou por completo uma possível reação.
"Tivemos muitos erros técnicos"
Questionado se os jogadores vêm entendendo o seu trabalho no CT Luiz Carvalho, Castro
— É natural quando acabamos um jogo em que as coisas foram muito negativas, sem tem a tentação de dizer que está tudo errado. É normal no futebol, acontece sempre isso, e mais uma vez está a acontecer isso. Hoje eu foco no jogo de hoje, aquilo que aconteceu hoje. Hoje foi mal, não conseguimos a estratégia, não conseguimos ter bola, tivemos muitos erros técnicos, aquilo que era a estratégia de variação de corredor, quando é imposto para entrarmos no São Paulo, não conseguimos ou conseguimos muito poucas vezes — respondeu.
Confira abaixo outras respostas de Luís Castro
Mudanças de estratégias e convicções após derrota
A minha convicção é que no momento defensivo temos que ser muito mais estáveis naquilo que é o nosso bloco mais baixo. No bloco alto estamos a ter bons momentos de roubo e de pressão alta sobre o adversário. A partir do momento que baixamos o bloco, começamos a ter dificuldades. Veremos coisas muito boas. Hoje é um dia muito duro porque perdemos. Não estivemos bem nem na primeira parte, nem na segunda parte, porque estão totalmente diferentes. Uma segunda parte por causa de uma expulsão muito cedo não nos deixou reagir. O São Paulo mereceu ganhar nas duas partes. O placar ficou até pequeno.
Nervosismo de jogadores
Jogadores sentem ao longo de toda a época e, não só hoje, irão sempre sentir a pressão de ter que ganhar. Nós jogamos para ganhar. Não fica visível no lugar, muitas vezes, que queremos ganhar, mas nós vamos a jogo sempre a ganhar. Isso é uma pressão normal, é uma pressão natural que existe, mas sentiram desde o início que não estavam no nosso melhor nível para desenvolver o trabalho. Sentimos que a outra equipe estava melhor do que nós, isso claramente desestabilizou a equipe.
"Não estou aqui por acaso, estou aqui porque trabalhei"
No dia que eu não acreditar no trabalho que faço, eu falarei publicamente ou no lugar certo que não acredito. Acredito no trabalho, acredito nos jogadores, acredito no Grêmio, acredito naquilo que se faz dia a dia. Já sei que é difícil, já sei que parece que é impossível a muita gente, mas é possível e acredito nisso. E não acredito porque estou agarrado a isto ou aquilo, não estou agarrado a nada. A minha vida é agarrada ao trabalho, como eu lhe disse, não é agarrada a mais nada. Não ando na vida pendurado em nada. Ando na vida pendurada ao meu trabalho. Sempre foi assim. Não estou aqui por acaso estou aqui porque trabalhei.
Sobre a grande quantidade de gols sofrida pelo Grêmio
Quando entramos em bloco, temos muitas dificuldades em parar o adversário. Temos uma descoordenação que tem sido muito impiedosa nos resultados finais. Estamos desordenados defensivamente. É um problema que temos.
O Grêmio volta à campo pelo Brasileirão em 25 de fevereiro, quando enfrenta o Atlético-MG, na Arena, às 21h30min, em partida válida pela quarta rodada da competição. Antes, o time de Luís Castro tem uma decisão: domingo (15), contra o Juventude, pelo jogo de ida da semifinal do Gauchão, também em seu estádio.
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