
Depois de um início tímido, Weverton mostrou em campo a segurança que o fez ser contratado para assumir a titularidade. Um Gre-Nal com falhas, e quatro gols sofridos, ligou o alerta sobre o goleiro de 38 anos. Mas, depois de mais alguns jogos, teve participação decisiva nas vitórias sobre o Botafogo e também contra o Novo Hamburgo. Sinais de que a aposta no clube está no caminho de dar o retorno esperado.
Luís Castro foi o primeiro a sair em defesa do contratado. Após a atuação ruim no clássico do Beira-Rio, o técnico defendeu a opção por deixar Gabriel Grando no banco e apostar no goleiro experiente para o clássico.
— Os jogadores de qualidade devem ser expostos e postos. O momento de falhar é agora. Só os minutos de jogo vão colocá-los em nível diferente. O Grando vai lutar pelo seu lugar e vai crescer com isso. Se o Grando toma quatro, iam me perguntar por que não botei o Weverton. Não deixo que matem jogadores — disse o português.
Apresentado como reforço no dia 16 de janeiro, Weverton ainda não fechou um mês em Porto Alegre. Mesmo assim, foi titular em cinco jogos. Só foi preservado, junto aos principais atletas, no 1 a 1 com o Juventude pela sexta rodada do Gauchão.
Ídolo do Grêmio, e contratado do Vasco em 1983 para disputar a Libertadores e o Mundial de Clubes, Mazarópi entende a situação do atual camisa 1 do Tricolor. Mas, na avaliação do ex-goleiro, Weverton está pronto para corresponder às expectativas criadas.
— A adaptação é feita com tempo e jogos. Você precisa estar jogando para se condicionar, mostrar capacidade. Não vi grandes problemas do Weverton, a qualidade dele é indiscutível. A mudança gerou expectativa. O Gre-Nal aqui é um divisor de águas, ele está acostumado a jogar grandes clássicos. Mas precisa saber mesmo o que é aqui. Não estava preocupado antes do meu primeiro Gre-Nal. Não via nada de diferente. Vinha do Rio, jogando clássicos todo final de semana. Aí conheci a história, tive noção mais precisa do que representava o Gre-Nal. É um jogo diferente — explicou o ex-goleiro.
Análise de ex-colega
Fernando Prass, comentarista do Grupo Globo, entende o momento do seu ex-companheiro de Palmeiras. Reforçou que o Gre-Nal carrega um pouco a mais de peso nas críticas dos torcedores, mas que a avaliação técnica não pode se pautar só pelo clássico.
— Temos de analisar vários aspectos. Ninguém acerta tudo e nenhum goleiro acerta tudo no jogo. O Weverton se machucou ano passado, ficou mais ou menos uns três meses sem jogar. Isso já é complicado. Agora é começo de temporada e treinaram só uma semana antes de começarem a jogar. Goleiro é uma posição que depende de ajuste fino. Tem de analisar a atuação, independentemente se é Gre-Nal ou se é Guarany de Bagé, na questão técnica. E acredito que está tudo muito dentro de uma normalidade — apontou.
Weverton terá uma nova chance nesta quarta de confirmar o momento de afirmação. O goleiro será uma das esperanças da torcida para que o Grêmio volte do Morumbis com um bom resultado contra o São Paulo.



