
O técnico do Grêmio, Luís Castro, indica uma mudança importante no posicionamento de Willian neste início de temporada. Em vez de utilizá-lo na ponta esquerda, onde o atleta de 37 anos vem atuando regularmente há 10 anos, o português vem aproveitando o jogador como um meia-atacante centralizado.
Os principais motivos são a escassez de um camisa 10 e a preferência do comandante por pontas mais velozes, como Tetê e Amuzu.
— Não tenho nehum problema quanto a isso. Já joguei centralizado há muito tempo atrás algumas vezes no Chelsea. É questão de se acostumar à nova função — disse o meia-atacante, após a derrota para o São José, na última quarta.
No Chelsea, Willian foi aproveitado com alguma regularidade nesta função de meia central em pelo menos duas temporadas: em 2014/15, sob o comando do português José Mourinho, e em 2015/16, com o técnico holandês Guus Hiddink.
Em ambas as ocasiões, Willian era posicionado no meio devido à preferência do belga Eden Hazard por atuar pelo lado esquerdo. Nesta época, o centroavante era Diego Costa e o ponta direita variava entre o colombiano Juan Cuadrado, o brasileiro Ramires e o espanhol Pedro.
Agora, em 2026, Luís Castro prepara um Grêmio com pontas velozes, com Tetê pela direita e Amuzu pela esquerda, tendo ainda o colombiano José Enamorado como opção para os dois lados.
Sendo assim, a tendência é de que Willian siga recebendo oportunidades como meia-atacante centralizado, resgatando no Grêmio a ideia de Mourinho e Hidding e relembrando os tempos de Chelsea, onde William teve uma passagem marcante, conquistando duas vezes a Premier League e uma vez a Liga Europa.

