
Para chegar na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior e seguir na briga pelo título inédito, o Grêmio terá um adversário tradicional na semifinal. Campeão em 2007, o Cruzeiro cruza o caminho do Tricolor nesta quarta-feira (21), às 21h30min, no Estádio Joaquim de Morais Filho, em Taubaté.
A equipe que sair classificada terá como adversária na decisão o vencedor do confronto entre São Paulo e Ibrachina-SP, que jogam no mesmo horário, mas na quinta-feira (22).
O Cruzeiro fez uma boa primeira fase e teve um desempenho mais seguro no mata-mata em função do retorno de jogadores que estavam com o elenco principal, que disputa o Campeonato Mineiro. O fato faz com que o clube tenha boas opções entre os titulares, mas também entre os reservas.
Outro fator que eleva o patamar do clube mineiro é a presença do técnico Mairon César. Ele foi contratado no fim do ano passado e treinava o time sub-20 do América-MG, equipe que foi vice-campeã da Copinha de 2023 sob o seu comando.
Nesta edição da Copa São Paulo, o Cruzeiro costuma jogar no 4-3-2-1. O time repetiu a escalação nos últimos dois jogos. Portanto, deve ter contra o Grêmio: Vitor Lamounier; Nicolas, Kaiquy Luiz, Kelvin e William; Murilo, Eduardo Pape, Rhuan Gabriel, Rayan e Fernando; Baptistella.
A campanha
Dentre os quatro semifinalistas, o Cruzeiro é o único que venceu todos os jogos até aqui. Na primeira fase goleou o Barra-SC por 3 a 0 na estreia e venceu Francana-SP e Esporte de Patos-PB por 1 a 0, nos jogos seguintes.
No mata-mata sofreu o primeiro gol no torneio, mas começou com vitória por 3 a 1 sobre o Meia Noite-SP. Depois goleou a Ponte Preta por 3 a 0, fez 3 a 1 no Santos, nas oitavas de final, e chegou às semifinais após vencer o Guanabara City-GO por 3 a 0.
Os dois Cruzeiros da Copinha
Tal qual a maioria dos clubes da Série A do Brasileirão, o Cruzeiro também optou por deixar jogadores com idade para disputar a Copinha em Belo Horizonte para o começo do Campeonato Mineiro. Sendo assim, a equipe começou o torneio com um grupo mais jovem do que o esperado.
Até a vitória contra a Ponte Preta, na terceira fase, a equipe seguiu um determinado estilo de jogo. Segundo o comentarista da CazéTV, Henrique Mathias, que comentou partidas da equipe na competição, o Cruzeiro apresentava um estilo de jogo mais ofensivo, com força pelos lados do campo.
— Esse time do Cruzeiro tinha um estilo de jogo muito ofensivo, muito apoio dos laterais, um contra um pelos lados, um time que se movimentava bastante no ataque. Começava a partida um pouco mais devagar e ia crescendo, e foi assim que foi avançando — destacou.
Após a segunda rodada do Campeonato Mineiro, seis jogadores que estavam entre os profissionais "desceram" para a equipe da Copinha. A partir deste momento, o clube passou a ter mais segurança defensiva, principalmente pela troca de laterais, que agora não apoiam tanto quanto antes, e força na bola parada.
— Foram duas equipes diferentes. A com os meninos mais novos era mais legal de se ver jogar. Com o retorno dos titulares dos sub-20 passou a ser uma equipe mais sólida defensivamente. É um Cruzeiro que, com os jogadores retornando, ganhou dois times titulares. Então, é um elenco muito forte, que tem opções para mudar os jogos no segundo tempo — disse Henrique Mathias.
Destaques

Por se tratar da melhor defesa da Copinha, com apenas dois gols sofridos, é preciso falar do goleiro Vitor Lamounier, que tem bons reflexos, ainda que não apresente a mesma qualidade com a bola nos pés. Também no sistema defensivo, o zagueiro Kaiquy Luiz, que esteve nas primeiras rodadas do Campeonato Mineiro, é outro destaque. Ele tem bom desempenho pelo alto e mostrou eficiência nos lançamentos.
No meio, o volante Murilo Rhikman, com passagens por seleção brasileira de base, jogou apenas as duas últimas partidas, mas já tomou conta do setor. Ele chegou a disputar jogos no time profissional em 2025.
Quanto ao setor ofensivo, o destaque fica por conta da movimentação de três atletas, conforme destacou Pedro Leite, repórter da Rádio Itatiaia. A referência no ataque é Kauã Baptistella, meia-atacante, que atua de forma mais móvel. A condição dá liberdade aos pontas Rayan, na direita, e Fernando, na esquerda, pisarem mais na área em movimento diagonal. O famoso "facão". Fernando, inclusive, é o artilheiro do time com quatro gols marcados.
Conforme descrito por Leite, o Cruzeiro tem bons nomes individuais, mas o destaque fica por conta do coletivo. O resultado também é fruto do alto investimento do dono da SAF do clube, Pedro Lourenço, que busca tornar a base cruzeirense referência no Brasil.





