
O cenário financeiro do Grêmio é de atenção com muitas dívidas. Mesmo assim, o clube fez contratações de alto investimentos e quitou pendências da temporada de 2025. O clube traçou uma estratégia financeira e contou com a injeção acima de R$ 75 milhões nos cofres para realização do plano emergencial de fluxo de caixa.
O dinheiro utilizado pelo Tricolor para contratar Tetê e Enamorado — duas das compras mais caras da história do clube —, colocar em dia a folha salarial, os pagamentos de premiações e luvas que estavam em atraso e livrar a instituição do transfer ban da Fifa tem três origens. O maior montante vem da venda de Alysson ao Aston Villa-ING.
O Grêmio arrecadou cerca de R$ 54 milhões na ida da promessa ao tradicional clube inglês. Três parcelas para o recebimento da quantia: agora e nos próximos meses de julho de 26 e 2027.
As antecipações das mensalidades dos associados, com desconto, geraram cerca de R$ 10 milhões. Foram mais de cinco mil gremistas realizando o procedimento.
A última novidade foi a entrada de dinheiro pelas luvas pelo acordo com a Ingresse. A empresa vai gerir a venda de ingressos pelos próximos 15 anos. Os valores não foram oficializados, mas chegam a R$ 45 milhões.
Com os recursos, o clube quitou os salários de dezembro, direito de imagem pendentes, luvas em atraso com jogadores, entre eles, Braithwaite, que superavam R$7 milhões, pagou o Granada, da Espanha, pela contratação de Arezo, em 2024, cerca de U$S 1 milhão, além das primeiras parcelas dos reforços recentes: Tetê e Enamorado.
Ambos os pontas, que custaram mais de 9 milhões de euros, serão pagos em prestações pelos próximos anos. Não houve busca de parceiros ou empréstimos para auxiliar na compra, apenas dinheiro gremista.
O próximo passo, conforme adiantado pelo colunista de Zero Hora CCD, confirmado por fontes do Tricolor, é “trocar a dívida bancária”. A empresa Ernst & Young está fazendo uma auditoria na instituição para verificar as verdadeiras condições financeiras. Depois, o Grêmio deverá utilizar uma carta de crédito, disponibilizada pela Ingresse, que poderá chegar a R$ 300 milhões.
O valor será utilizado na totalidade para quitar dívidas bancárias de curto prazo. Desta forma, o alívio anual, sem juros pesados, tende a ser de R$ 30 milhões. Não há prazo para a medida ser executada, mas é uma das prioridades da gestão Odorico Roman ainda neste ano.





