
O primeiro desafio a ser enfrentado pela direção do Grêmio é viabilizar receitas para manter o clube operacional. Em 48 horas de gestão Odorico Roman, uma solução a curto prazo vinda dos últimos dias da direção de Alberto Guerra dará o pontapé inicial para resolver alguns dos problemas. Uma delas, inclusive, é urgente para preparar o grupo de jogadores de 2026.
A venda de Alysson ao Aston Villa, da Inglaterra, permitirá que o clube possa atender algumas das necessidades mais urgentes para iniciar a temporada. A oferta aceita pelo Tricolor, confirmada na entrevista coletiva de apresentação do novo departamento de futebol e do CEO Alex Leitão, injetará aproximadamente R$ 54 milhões nas contas nos próximos anos.
Mesmo que pela oferta original, apenas 4 milhões de euros dos 10 milhões da proposta serão pagos no dia 31 de janeiro de 2026. Pela cotação, aproximadamente R$ 25 milhões entrariam no início do ano que vem. É possível antecipar, pagando juros, a data que estes recursos serão pagos junto a bancos. Além deste valor, também está previsto o repasse de cerca de mais R$ 30 milhões pelo rendimento esportivo no Brasileirão. Valores que terão destino urgente.
O que pagar?
Será preciso quitar o salário de dezembro, 13º e férias do grupo de jogadores. Além de regularizar o direito de imagem do mês de novembro, que está em atraso. Mas a entrada destes recursos também conta com um destino certo. Será preciso quitar a dívida de R$ 6 milhões com o Granada, da Espanha, pela compra de Arezo. Ao resolver essa pendência, o clube conseguirá encerrar o transfer ban na Fifa para registrar jogadores.
— Já tivemos um negócio que realmente veio da gestão anterior. E qualquer outro negócio que se apresente, a gente vai tratar da melhor forma possível. Todos os negócios que são bons para o Grêmio, eles vão ser tratados da melhor forma possível. Então, não tem nenhuma outra situação hoje em andamento, mas, à medida que elas forem aparecendo, a gente vai dar o tratamento devido — confirmou o vice de futebol Antonio Dutra Junior.
E Luís Castro?
A parte administrativa caminha lado a lado com a preparação esportiva. Por isso, mesmo com as dificuldades, o clube trabalha para finalizar o acerto com o técnico Luís Castro. E ter condições de buscar os reforços alinhados com a comissão técnica.
— O foco total é no fluxo de caixa. E isso vai nos dar a possibilidade de priorizar algumas dívidas de curto prazo que possam machucar o clube. Então, a gente está procurando fazer isso o mais rápido possível. Com relação às estratégias de como é que a gente vai trazer o clube para uma situação de que diria que a gente está no coma, para entrar em uma situação de respirar por aparelhos. Enfim, alguma coisa um pouquinho mais saudável, isso demora um pouquinho — explicou o CEO Alex Leitão.
E os reforços?
A negociação por um contrato de dois anos com Castro e sua comissão está encaminhada. O próximo passo no planejamento é alinhar com o futuro técnico o perfil de reforços desejados.
Segundo fontes consultadas por Zero Hora, a ideia inicial é trazer jogadores para posições consideradas chave. Um primeiro volante, um meia, um zagueiro e um goleiro.



