
O Grêmio planeja derrubar, nesta sexta-feira (5), o transfer ban imposto pela Fifa. A punição foi aplicada ainda no fim de novembro por uma dívida do Tricolor junto ao Granada, da Espanha.
O clube gaúcho não pagou uma parcela da compra de Arezo, no valor de 1 milhão de euros (R$ 6,1 milhões). O River Plate, do Uruguai, também foi à Fifa cobrar 200 mil euros (R$ 1,2 milhão) do Grêmio, referentes à 50% do valor recebido pelo Tricolor pelo empréstimo do atacante ao Peñarol.
A punição imposta pela Fifa é motivada pela parcela devida aos espanhóis. A direção gremista aguarda a entrada de valores da Libra que estavam bloqueados na Justiça e da nova patrocinadora máster para quitar a dívida.
A quantia da Libra é de cerca de R$ 4 milhões, enquanto a Energia Bet pagou ao Tricolor R$ 1 milhão para estampar a camisa nos dois últimos jogos de 2025. Outros valores disponíveis no fluxo de caixa serão remanejados para a derrubada do transfer ban.
Uma outra alternativa que foi cogitada era a venda de André Henrique, que recebeu uma proposta do Goztepe, da Turquia. Os turcos ofereciam cerca de 2 milhões de euros (R$ 12 milhões) à vista para adquirir o atacante, mas a gestão de Odorico Roman pediu que o negócio não fosse realizado.
Os valores do contrato rescindido com a Alfa não tem previsão de entrada no caixa. Além de cobrar os repasses não pagos, cerca de R$ 12 milhões de três parcelas, o clube também quer o pagamento da multa prevista em contrato. No total, o montante chega a R$ 42 milhões.
O valor da multa pela rescisão é de R$ 30 milhões. E segundo apuração de Zero Hora, a expectativa no Grêmio é cobrar esse pagamento na Justiça. Não se descarta a possibilidade de acordo para solucionar a questão.



