
A nova direção do Grêmio terá pelo menos cinco dilemas para resolver entre o processo de transição e o início da futura gestão, previsto para a segunda quinzena de dezembro.
No campo das finanças, o destino da patrocinadora master e a venda (ou não) de atletas são as principais decisões a serem tomadas.
Já no futebol, a renovação de Edenilson, a permanência (ou não) de Mano Menezes e a contratação de um novo executivo são os temas mais imediatos.
Confira os cinco dilemas a serem enfrentados pela gestão Odorico Roman:
1) Patrocinadora master
Por conta dos atrasos nos pagamentos, a atual gestão chegou a avaliar rescindir o contrato vigente com a Alfa e buscar um novo patrocinador.
Mas a avaliação é de que não há no mercado outra empresa disposta a arcar com os R$ 50 milhões anuais acordados no contrato com a atual patrocinadora master. O clube quer, contudo, uma garantia de que os valores contratados serão cumpridos.
Caberá a gestão Odorico Roman definir qual será o caminho a ser seguido. Em um primeiro momento, a tendência é por buscar preservar a parceria atual.
Porém, se os atrasos se repetirem, o novo mandato já se iniciará com problemas financeiros.
2) Renovação de Edenilson
Após acertar verbalmente a extensão de contrato do volante por mais um ano, a direção atual optou por segurar a assinatura do novo vínculo e deixar a decisão para a futura gestão.
Ainda durante a transição, nas próximas semanas, Odorico Roman e seus pares terão três opções:
- Dar o sinal verde para a renovação imediata;
- Vetar a prorrogação de contrato e liberar o atleta para procurar clube, antes mesmo de definir o treinador;
- Esperar para decidir sobre o tema após o fim do Brasileirão, correndo o risco de o jogador assinar um pré-contrato com outro clube.
3) Futuro de Mano Menezes
Por enquanto, a posição de Odorico é aguardar o fim do Brasileirão para fazer uma avaliação mais ampla sobre o trabalho do atual treinador.
Em paralelo, serão analisadas as demais opções que o mercado irá apresentar. Como em 2026 o Brasileirão começará no dia 28 de janeiro, é importante que essa decisão seja tomada o mais rápido possível.
4) Escolha do executivo
Vale o mesmo para o executivo de futebol. O nome preferido para o cargo é o de Rui Costa, hoje no São Paulo. O clube paulista, no entanto, deseja renovar com o profissional.
Por conta disso, é importante que a futura gestão defina essa questão o quanto antes, especialmente porque o executivo será figura central no processo de contratações.
5) Venda de jovens da base
Odorico assumirá um clube em dificuldades financeiras e já disse em entrevistas que pagar dívidas será uma prioridade. Para isso, porém, será inevitável vender ao menos um jogador que tenha valor de mercado no futebol europeu.
Em contrapartida, abrir mão de um garoto titular, como Alysson, ou de um jovem promissor, como Gabriel Mec, terá consequências no campo. Será mais uma escolha difícil a ser feita pelo futuro presidente.




