
As dívidas de curto prazo são motivo de preocupação para a nova direção do Grêmio, que assume em dezembro a gestão para o triênio 2026-2028. Por conta disso, o futuro CEO, Alex Leitão, já trabalha antes mesmo de assumir o cargo para estruturar um fundo de investimentos que alivie o caixa.
O novo Conselho de Administração, que tem nesta segunda (17) a primeira reunião de transição com a atual gestão, está ciente do panorama apresentado ao Conselho Deliberativo. Mas só agora começará a entender a real situação financeira do clube. Afinal, a atual direção fez antecipação de recursos e tem compromissos de pagamentos para os próximos meses.
Para atacar os problemas de caixa, o novo CEO já trabalha à distância no projeto do fundo de investimentos. Ele só deverá fixar residência em Porto Alegre a partir de dezembro.
Como será o fundo?
O modelo a ser adotado deve ser via FIDC (fundo de investimento em direitos creditórios), o que foi realizado pelo São Paulo recentemente. O que se diferencia do projeto por debêntures, recusado pelo Inter em 2024. Os cenários são analisados pelo novo CEO. Caso a proposta saia do papel, o Tricolor terá o tema apreciado em votação no Conselho Deliberativo.
Outras medidas para auxiliar o Grêmio a sair da crise financeira são buscadas pelo novo executivo gremista. O montante a ser buscado no mercado não foi definido e dependerá da realidade a ser conhecida pela nova direção. Nos bastidores, acredita-se que até dois anos serão necessários de reorganização financeira para o clube conseguir o sonhado alívio nas contas.
Experiência do CEO
Alex Leitão acumula passagens no meio esportivo há décadas e, no futebol, trabalhou no Orlando City-EUA, Athletico-PR e Neom da Arábia Saudita. Ele já tinha um pré-acerto com Odorico Roman na eleição de 2022, na qual o presidente eleito foi derrotado por Alberto Guerra. Agora, a relação foi retomada com Odorico para o projeto dos três próximos anos.

