
Ploc! Mais uma garrafa de vinho foi aberta por Odorico Roman. Provavelmente será com um exemplar da bebida de Baco que ele comemorará neste sábado (8) após ser eleito presidente do Grêmio. Talvez um exemplar também será aberto se o resultado não for favorável. Se não for na Arena, a adega de alguma vinícola é o lugar mais provável de encontrá-lo.
Em dia de eleições, a rotina muda. Mas em um dia normal na casa dos Roman, Odorico escolhe o vinho, coloca, literalmente, a mão na massa e no limão. Cuida de todos os detalhes do jantar e do almoço. Com a família e amigos, ele vira o chef Roman. Prepara a janta e também o digestivo.
Segredo de família
Limoncello, licor de limão de origem italiana e servido como digestivo, é obra artesanal de Odorico. O único segredo revelado no processo é o tempo ideal de fervura. Os demais ítens do preparo são segredo de família.
Está sempre em busca de um bom primitivo italiano e ou de um saboroso cabernet franc.
— Ele gosta de planejar viagens, conhecer vinícolas, jantar com familiares e amigos, com gastronomia preparada por ele. Ele fabrica um maravilhoso limoncello ao estilo italiano. Cozinha muito bem e curte preparar um churrasco com a família aos finais de semana — destaca a esposa Tatiana.
Casados há 42 anos, se conheceram na plateia de um festival de música em Três de Maio. Na época, Odorico estudava no Colégio das Dores, em Porto Alegre, e Tatiana em Três de Maio.
Ele gosta de planejar viagens, conhecer vinícolas, jantar com familiares e amigos, com gastronomia preparada por ele.
TATIANA
Esposa de Odorico, candidato à presidência do Grêmio
Fã de livros
Para os não adeptos aos vinhos, a oportunidade de topar com ele é uma livraria. Aos 67 anos e aposentado do Banco do Brasil, Odorico é um leitor voraz. Seus olhos se fixam em leituras principalmente para adquirir novos conhecimentos ou ajudar a solucionar problemas.
— Ele está sempre querendo aprender coisa nova. Ele é um cara resolvedor de problema, então, gosta de pegar um desafio. Eu via ele lendo muito livro sobre futebol, sobre estatística, sobre jogo tático, números, e coisas que se relacionavam com esse universo — conta Henrique, seu filho, que atua como empresário.

Bom de bola
Em tempos de jovem, o local mais fácil para encontrá-lo era um campo de futebol. Não se engane. Os óculos e o cabelo ralo, sintomas naturais do avanço dos anos, escondem um cara que foi bom de bola. Henrique se impressionava quando jogava futebol com o pai.
Modéstia à parte, eu jogava bem futebol, mas eu nunca consegui fazer coisas que ele fazia com a bola.
HENRIQUE
Filho de Odorico Roman, candidato à presidência do Grêmio.
Odorico fez parte do histórico Botafogo, de Três de Maio, campeão gaúcho amador em 1980, dois anos antes de se associar ao Grêmio.
— Modéstia à parte, eu jogava bem futebol, mas eu nunca consegui fazer coisas que ele fazia com a bola. Você ter um pai que compartilha esses momentos do futebol contigo é muito legal — revela o empresário de 30 anos.
Quando assumir o cargo máximo do Grêmio, boa parte dos hobbies de Odorico ficarão suspensos. Mas sempre se terá tempo de, ploc, sorver uma taça de vinho e, depois, fazer a digestão com um limoncello dos Roman.

