
O Grêmio pode perder Willian pelo restante da temporada, pois a lesão sofrida na partida contra o Vitória, no domingo (28), pode tirá-lo de ação por até três meses. O meio-campista de 37 anos fraturou o quinto metatarso do pé direito, ainda no primeiro tempo do jogo na Arena.
Essa lesão já foi problema para Neymar, que sofreu fraturas em 2018 e 2019. O volante Erick Pulgar, do Flamengo, também já teve essa lesão, com reincidência.
— O paciente pode apresentar dor, edema, hematoma e alguma dificuldade para movimentação do pé e tornozelo — explica Vinicius Perius, médico ortopedista da Clínica Floresta e do HPS de Porto Alegre.
O Grêmio ainda não divulgou detalhes sobre a lesão, como tratamento e tempo de recuperação. Willian passou por exames detalhados na manhã desta segunda-feira (29).
No entanto, o especialista explica opções de como tratar o problema e o tempo que ele deve ficar fora de ação.
— As opções de tratamentos são imobilização com bota ortopédica, ou gesso, por cerca de seis semanas, ou tratamento cirúrgico com colocação de placa metálica e parafusos. O que faz decidir entre um e outro tratamento é a região da fratura e principalmente se há deslocamento dos fragmentos ósseos. Atletas de alto rendimento tendem a realizar cirurgia para retorno mais rápido às suas atividades. Este retorno se dá de forma gradual geralmente entre seis a 12 semanas.
Perius ainda acrescenta que o fato de Willian ter 37 anos "não difere significativamente em termos de tempo de recuperação comparando a atletas mais jovens".
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