
Logo após encostar os seus pés no cimento fresco da Calçada da Fama da Arena do Grêmio e literalmente marcá-los para sempre na história do clube, Francisco Arce falou sobre conquistas do passado, carinho dos torcedores e claro, sobre o Gre-Nal 448, que terá seu grande amigo Roger Machado no comando do maior rival.
O evento de segunda-feira (15), que fez parte das comemorações de 122 anos do Tricolor, também homenageou Marianita Nascimento, a primeira mulher da história do futebol brasileiro a integrar a Calçada da Fama de um clube e Carlos Miguel, ídolo vitorioso nos anos 1990.
Arce, que atualmente comanda o Guaraní do Paraguai, concedeu entrevista a Zero Hora. Confira:
Qual é o sentimento, que são para poucos, de eternizar os pés num cimento em uma Calçada da Fama?
Eu acho que vai muito mais além das conquistas. Nós, realmente, para conquistar, tivemos um trabalho muito importante da diretoria, da comissão. E tivemos uma empatia muito forte com o torcedor. Eu vivi aqui três anos de muita alegria, anos maravilhosos, porque houve respeito sempre.
Qual é a sua relação com os torcedores gremistas ao longo dos anos?
Venho menos aqui do que eu vou para São Paulo porque também joguei no Palmeiras. Mas hoje estou voltando depois de quase 11, 12 anos. E todas as vezes que vejo, ouço ou leio alguma manifestação em relação a mim aqui no clube praticamente todas são positivas. E isso dá muito orgulho. Agora ficam esses pés aí no cimento, para o futuro eu vir mostrar para os filhos.

Falando em futuro, como é que você enxerga hoje o futebol do Grêmio? O que você acompanha? Já que você está aqui hoje, há uma possibilidade de ficar por aqui ou voltar em breve para ser o treinador do Grêmio?
Do Grêmio (ser treinador)? Não, eu acho que não é ético hoje, em momento algum, em time nenhum, falar tendo um treinador trabalhando e tentando fazer o melhor para tirar o time da situação. Acompanho muito, até porque o Luiz Felipe está ali trabalhando, e eu normalmente, cada tanto, falo bastante com ele. Seja para alguma conversação ou notícia, uma informação que eles precisam lá do nosso país (Paraguai).
Você conhece bem os paraguaios do elenco atual gremista?
Aqui tem o Mathías Villasanti, que eu conheço desde garoto, foi nosso jogador muito tempo no Cerro (Porteño), um pouco antes de vir para cá. Conheço o Fabián também, o Balbuena. Eu dirigi os dois na seleção, e o Balbuena no time chamado Rubia Ñu. Então, e também pela identificação, eu sempre estou atento.
Espero que (o Grêmio) ganhe o Gre-Nal domingo. O treinador deles é um dos melhores amigos que eu tenho, o Roger. Mas vai ser duro para os dois.
FRANCISCO ARCE
Sobre sua expectativa para o clássico 448.
Consegue acompanhar os jogos do Grêmio?
Não dá para ver todos os jogos e tem horas que complica. Antigamente passava os jogos, agora perdeu um pouco de espaço para outras empresas, mas acompanho.
Sobre o Gre-Nal domingo, tens algum palpite?
Espero que (o Grêmio) ganhe o Gre-Nal domingo. O treinador deles é um dos melhores amigos que eu tenho, o Roger. Mas vai ser duro para os dois. Imagino, como sempre é, mas agora mais ainda, pelo momento, enquanto a tabela dos dois e a pressão que existe. Um jogo muito tenso, muito complicado de se jogar, muito tático.
Se tu pudesse dar uma dica para o Mano no clássico, qual seria?
Não, não, não. Imagina, o Mano é um mestre, tem ao lado dele a comissão, o próprio Luiz Felipe. Eu acho que eles manejam completamente com perfeição o que tem que fazer. E tem horas que, um pouco de calma, acho que na semana, pensar em outras coisas para chegar. Cabeça fria, coração quente no jogo ajuda bastante.
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