
O ex-atacante Jardel, de 51 anos, concedeu uma entrevista ao ge.globo para abordar lembranças e histórias que viveu através do futebol. Ídolo do Grêmio, o jogador está focando na saúde mental para afastar-se dos vícios em álcool e drogas, e fez questão de enfatizar essa batalha.
— Você sai de casa e encontra uma pessoa que já oferece droga, isso é fato. Você escuta: “Dá um papelote pro cara” — afirmou.
O ex-jogador completou:
— É matar um leão todo dia, sem dúvida. Para todo adicto é uma luta diária. Fiz alguns tratamentos, me recuperei e estou firme e forte para que os caminhos se abram mais ainda. Eu não tenho vergonha de falar, as pessoas que me conhecem têm a consciência da pessoa que sou: boa, que fazia mal só pra mim. As tentações vão vir, mas quanto mais você está perto de Deus, mais ele te escuta e te protege — disse Jardel.
O ex-atacante também destacou a luta contra a depressão e reiterou os problemas que enfrenta por conta da doença. Entre elas, as dificuldades para manter-se longe do álcool e da cocaína.
— Aonde chego, existe aquela pessoa oferecendo coisas. Tem que ser forte para negar, nunca usei droga quando estava jogando e agora, com essa nova vida, a mudança que me determinei a fazer, tem uma importância muito grande (recusar). A responsabilidade dos eventos, de estar perto do pessoal da alta classe, dos jogos, vai sempre ter o cãozinho atentando, oferecendo. É uma luta diária. A depressão vem, os problemas, o gatilho... tem que ser controlado pela sua mente — revelou.
A rotina de Jardel, atualmente, consiste em praticar atividades físicas em casa e frequentar a igreja. Além disso, ele é palestrante motivacional e também administra uma cafeteria e outros negócios da família em Fortaleza.
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