
Uma cara nova estará em campo no comando do ataque do Grêmio neste domingo (21), no Beira-Rio. A lesão de Braithwaite abre espaço para o ingresso de Carlos Vinícius na equipe titular. Um centroavante de perfil diferente do dinamarquês, mas que carregará a esperança do torcedor de ser solução para a pequena produção ofensiva da equipe. Quinto pior ataque do Brasileirão, com 20 gols marcados em 22 jogos, a troca de referência ofensiva é a nova tentativa de Mano Menezes para amenizar o problema no ataque.
Com a ausência de Braithwaite a partir de agora, que deve ficar até 10 meses afastados dos gramados em recuperação de uma lesão no tendão de Aquiles, a mudança que já ganhava força no ambiente do clube está encaminhada. A troca do perfil de centroavante, com Carlos Vinícius e sua presença física para o pivô e bola aérea, no lugar da mobilidade do dinamarquês.
— A equipe precisa saber jogar com a característica dos jogadores que tem. Às vezes faz falta um pivô mais por dentro para segurar a bola mais na frente, principalmente quando estamos perto do gol e não achamos soluções. Você sabe que, às vezes, um jogador com características do Carlos, que segura mais, pode cavar uma falta, pode trabalhar essa bola mais aí, tirar um zagueiro do lugar para criar o espaço para você infiltrar com outro jogador — ponderou Mano, após a derrota para o Mirassol.
— A amostragem de Carlos Vinícius ainda é pequena com a camisa do Grêmio para saber o que ele pode entregar. Ainda assim, nos poucos minutos que ele jogou, é possível perceber que é um atacante de mais participação, de mais movimentação e que tenta auxiliar os companheiros aparecendo para receber esse passe. Algo interessante para o ataque gremista. O Grêmio precisa de um jogador que dê resposta, que seja uma alternativa criativa. E que tenha mais confiança para poder contribuir com um time que está com dificuldade de marcar gols. E Carlos Vinícius tem a oportunidade de ser esse jogador — opinou Jéssica Cescon, comentarista do SporTV.
Participações em outros clássicos
Prestes a conhecer a rivalidade Gre-Nal de dentro do campo, o centroavante carrega no currículo a participação em vários clássicos. Contra o Porto, Carlos Vinícius fez três enfrentamentos pelo Benfica. Apesar dos ótimos números individuais, com três gols marcados, o centroavante saiu derrotado em todos os jogos.
Na Inglaterra, os adversários com maior rivalidade do Fulham são as outras equipes da região oeste de Londres. Nos jogos contra Chelsea, o atacante fez oito confrontos. São duas vitórias, dois empates, quatro derrotas e um gol marcado. Mas essa participação foi muito comemorada pelos torcedores. Ele fez o segundo do Fulham na vitória por 2 a 1 sobre o Chelsea, em 2023. O lance encerrou uma sequência de 15 anos sem vitória sobre os rivais. O rendimento foi melhor nas partidas contra o Brentford: duas vitórias e duas derrotas, com um gol marcado. Ele não fez jogos contra o Queens Park Rangers.
Provável titular no Gre-Nal, o jogador não enfrentou o Arsenal quando defendeu o Tottenham.
— É um jogador de área. É um nove, nove mesmo. Pode participar mais do jogo, pode abrir espaço, claro, mas ele é forte para presença de área, é a principal característica dele. Até se fosse pra fazer uma comparação, o Braithwaite é o jogador de mais mobilidade. O Carlos Vinícius é para ficar na área. Quando teve oportunidades em times maiores mesmo, na Inglaterra, acabou não rendendo tanto. Muito por causa da característica. Eles precisavam que ele fizesse mais também no jogo coletivo, e ele se apresentava muito bem na área — opinou Mário Marra, comentarista dos canais Espn.
Na Turquia, em uma partida contra o Fenerbahçe, saiu derrotado e sem marcar gols. Na Holanda, pelo PSV, fez um clássico contra Feyernoord e outro contra o Ajax. Perdeu as duas partidas e não marcou.
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