
Pré-candidato à presidência do Grêmio, Marcelo Marques anunciou na última sexta-feira (11) que comprou os créditos da Revee e os direitos de gestão da Arena Porto-Alegrense. Esse é o primeiro passo para que o estádio seja do Tricolor em um futuro próximo.
Conforme Jocimar Farina, colunista de Zero Hora, o empresário do ramo alimentício desembolsará R$ 50 milhões para a Arena Porto-Alegrense em nove parcelas e mais R$ 80 milhões para a Revee, que detinha dois terços do crédito pela construção do estádio.
Ainda que esse primeiro passo já tenha sido dado, a Arena ainda não é oficialmente do clube gaúcho. O que já está definido é que o estádio será uma doação do empresário ao clube.
Durante coletiva ao lado do presidente gremista Alberto Guerra, Marcelo Marques deu alguns detalhes sobre como será a nova gestão da Arena.
Os próximos passos

Com a compra da gestão, outras medidas se encaminharão nas próximas semanas e meses — a transição deve durar até dezembro deste ano. O Grêmio passará a administrar sozinho a operação apenas em 2026.
Entretanto, o empresário já confirmou que o torcedor já sentirá mudanças no estádio na partida diante do Alianza Lima, pela Sul-Americana, no dia 23 de julho. Ele prometeu preços atrativos.
Troca de chaves
Uma das frentes que agora serão tratadas é a chamada troca de chaves entre Arena e Olímpico.
Com o novo estádio livre da alienação fiduciária do financiamento da construção, o clube pode transmitir a posse da área do Olímpico para as empresas Karagounis e OAS 26 e receber em troca a posse definitiva não só da área da Arena, como também os direitos de gestão do estádio.
O Conselho Deliberativo
O segundo passo envolve o Conselho Deliberativo do clube. Conforme foi dito pelo presidente Alberto Guerra em entrevista a Zero Hora, serão chamadas as comissões do Conselho Deliberativo para estudarem o caso.
Sendo aprovado pelas comissões, é convocada uma reunião do Conselho para dar seguimento ao processo.
A resolução das pendências judiciais entre as partes
De acordo com o presidente do Grêmio, Alberto Guerra, existe uma série de ações judiciais que precisariam das homologações de acordo.
— E isso só será feito por quem tem a caneta na mão. No caso da gestão, o proprietário da Arena é a Karagounis e a OAS 26. Teremos de pedir a assinatura deles na venda da gestão, questão de resguardo. A Arena é controlada pela Metha. Talvez fosse importante passar por quem gere a recuperação judicial também.
Obras no entorno da Arena
A OAS 26, uma das donas do terreno da Arena do Grêmio, ofereceu abdicar da parte de área que receberá do Estádio Olímpico. A ideia é ceder para a prefeitura.
Segundo apurado pelo colunista de Zero Hora, Jocimar Farina, sendo aprovada a proposta, a prefeitura ficaria responsável pelas obras do entorno da Arena do Grêmio. Em troca, caberá à administração municipal liberar o Habite-se das torres do condomínio Liberdade (que fica o lado da Arena) e autorizar a construção de mais 11 torres na região.
Com os recursos da venda do terreno da área do Olímpico, a prefeitura pode viabilizar, enfim, as obras do entorno da Arena.
Dívidas tributárias
O valor corresponde ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do Estádio Olímpico e ao Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) da Arena. Recentemente, a direção tricolor informou que essa situação precisa ser resolvida antes da troca de chaves.
— Fluxo de caixa é um dos grandes problemas do clube, mas, se for entrave lá na frente, é claro que faremos o que estiver ao nosso alcance — comentou o presidente do Grêmio, Alberto Guerra.
Capacidade e gramado da Arena

Marcelo Marques garante que a nova gestão da Arena terá um cuidado diferente com o gramado e com a infraestrutura. Ele diz que ainda está tomando ciência do assunto, mas promete uma melhora considerável no gramado.
— Já estamos cuidando do gramado. Tivemos reuniões com a Arena, precisa (resolver) algumas questões de infraestrutura, comprar mais iluminadores para o gramado. Estamos tomando ciência. Vai ter uma melhora grande para o próximo jogo — disse o empresário, que complementou:
— Vai ser top de linha, como é a Arena, como é o Grêmio e como é o seu torcedor.
Ele ainda revelou que tem o desejo de ampliar a capacidade do estádio para 60 mil lugares.
— Lá quando o Grêmio veio para cá, foi nos vendido que era 60 mil lugares na Arena. Nós vamos buscar esses 60 mil lugares de novo — concluiu Marcelo Marques.
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