
Para seguir com o sonho de título da Copa Sul-Americana em 2025, o Grêmio precisará acrescentar um capítulo a mais em sua história de superação. Até hoje, mesmo com a fama de ser o "Rei de Copas", o passado não conta com muitos exemplos de reversão da desvantagem de dois gols contra em jogos de mata.
Nos últimos 30 anos, o clube conseguiu se salvar em três destas situações. E busca fazer a quarta remontada contra o Alianza Lima, a partir das 21h30min, na Arena.
A primeira das reversões de uma derrota por dois gols de diferença é uma das memórias mais importantes dos gremistas. Em 1996, após perder para a Portuguesa no Morumbi por 2 a 0, o Grêmio fez do Olímpico um caldeirão. Paulo Nunes abriu o placar da partida de volta. Ailton, no segundo tempo, marcou o gol do bicampeonato brasileiro.
Sob o comando de Felipão, o Tricolor fez o resultado que será necessário repetir para levar a partida desta quarta. Hoje como coordenador técnico, o ex-treinador teve o nome lembrado como um dos comandantes a conseguir o feito por Mano Menezes.
— A questão de quarta-feira, sempre é muito difícil reverter jogos. A gente vai se apoiar um pouquinho na mística primeiro. Das três viradas de 0 a 2 do Grêmio, duas foram comigo na história, uma com o Felipão. Vamos juntar os dois lá, já que já estamos juntos, para tentar fazer mais uma vez. Mas a gente sabe que vai jogar contra um time experiente. O Alianza Lima fez uma eliminação do Boca na Bombonera, na pré-Libertadores. Então não se trata de um time que vai ir a Porto Alegre com ingenuidades — disse o técnico, após o empate em 1 a 1 com o Vasco pelo Brasileirão.
Retrospecto de Mano
De volta ao comando do clube, após levar o Grêmio da Série B para a decisão da Libertadores em três temporadas de trabalho na equipe, Mano também tem essa distinção no currículo. Em 2007, o treinador conseguiu virar no jogo de volta duas derrotas por dois ou mais gols de diferença.
A primeira foi pelas semifinais do Gauchão. Após levar 3 a 0 do Caxias no Centenário, o time fez 4 a 0 no Olímpico para avançar às finais da competição. Patrício abriu o placar da vitória e contou para Zero Hora como imagina que deve ser a mentalidade dos jogadores gremistas para o confronto:
— Foi o primeiro gol. O Mano sabe muito bem fazer isso. Viveu isso em 2007. Teve o jogo contra o Caxias, que perdemos de 3 a 0 e revertemos para 4 a 0 em casa. Treinamos para jogar aquela partida específica contra o Defensor. O jogador precisa estar muito atento. Vai tentar fazer um gol no primeiro tempo, sufocar o adversário. E organizar a defesa para não ser pego dessarumado. Que o jogador tenha em mente que dará certo. Na minha época, a torcida inflavama o Olímpico. Enxergava no time o potencial de reverter qualquer resultado. Que entraríamos em campo e o resultado viria. Hoje talvez não acreditem tanto, mas acredito no Mano e que a equipe fará o que ele pensa pra reverter — apontou.
A outra reversão dos últimos anos também teve o atual técnico gremista no comando da equipe. Após levar 2 a 0 do Defensor nas quartas de final da Libertadores de 2007, o Tricolor devolveu o placar em Porto Alegre e avançou de fase na disputa por pênaltis.
A responsabilidade agora estará com Braithwaite e seus companheiros para repetir a história. Uma chance de colocar o grupo de 2025 na lista dos times que mostraram a alma que o torcedor tanto se identifica dentro de campo.
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