
Um grupo de conselheiros do Grêmio será atualizado nesta terça-feira (10) sobre a relação do clube com a Arena Porto-Alegrense, empresa gestora do estádio. O convite foi feito pela direção gremista na última reunião do Conselho Deliberativo (CD).
A ideia do encontro é atualizar os últimos passos da parceria aos inscritos. O evento foi organizado após um pedido realizada na reunião do CD de 27 de maio.
Informações novas serão apresentadas neste encontro, dados que Zero Hora teve acesso nos últimos dias. Um destes pontos é fato de o clube ter notificado mais de 30 vezes a Arena Porto-Alegrense durante a gestão do presidente Alberto Guerra.
As reclamações que vão desde o estado do gramado, passam pelas goteiras na sala da presidência e chegam a problemas mais sérios. Um deles é a transferência de R$ 50 milhões a empresas que compõem o grupo Metha e o pagamento de bônus de R$ 6 milhões a executivos da gestora do estádio no final de 2023. O clube alega não ter recebido explicações sobre as destinações destas verbas. Operações nestes montantes, segundo o clube, precisariam da anuência do conselho de gestão formado pela Arena e pelo Grêmio.
Os dois valores estão registrados no balanço daquele ano fiscal divulgado pela Arena Porto-Alegrense.
Contas rejeitadas
O Grêmio rejeitou as prestações das contas da Arena de 2022, que foram apresentadas apenas no final de 2023. Na mesma reunião, o Tricolor também não aprovou a reeleição de Mauro Araújo como presidente da Arena Porto-Alegrense.
Araújo comanda o empreendimento de forma interina desde então. As contas de 2023, apresentadas no início deste ano, também foram rejeitadas. As de 2024 não foram apresentadas ainda.
Tentativa de compra da operação
Outro item do encontro será o conjunto de movimentos jurídicos e negociais que a gestão de Alberto Guerra já adotou para tentar adquirir o direito de superfície do estádio, o que garantiria a operação do equipamento.
O Grêmio realizou uma série de ofertas nos últimos anos para tentar antecipar o fim da parceria. Porém, não obteve sucesso.
A mais recente foi em 2024, quando a negociação quase se concretizou. Mas a Revee, uma empresa paulista, comprou dois terços da dívida com os bancos pela construção do estádio. Os planos sobre esta questão serão explicados aos conselheiros.
Contatada pela reportagem de Zero Hora para dar sua posição em relação aos apontamentos do clube, a Arena não havia respondido até a publicação desta reportagem.
Quer receber as notícias mais importantes do Tricolor? Clique aqui e se inscreva na newsletter do Grêmio.


