Um lance nos minutos finais do empate entre Grêmio e Corinthians teve ampla repercussão após o jogo de segunda (18). O Tricolor reclamou veementemente de um toque de mão de Yuri Alberto dentro da área. Se a arbitragem marcasse pênalti, a equipe de Renato Portaluppi teria uma grande oportunidade para sair com os três pontos de São Paulo.
Nesta terça (19), a CBF admitiu que houve erro na não marcação da infração decorrente do toque. A entidade também divulgou a conversa dos árbitros de vídeo, que mostra que o responsável pelo VAR, Emerson de Almeida Ferreira, considerou que Yuri Alberto estava com o braço em "posição natural", quando a bola o atingiu após cruzamento de Ferreira.
A entidade, na mesma publicação, fala sobre a regra 12 do livro de regras da International Football Association Board (IFBA), que confirmaria a penalidade ao Grêmio. Confira:
Tocar a bola com a mão ou braço
"Com a finalidade de determinar com clareza as infrações por toque na bola com a mão, o limite superior do braço se alinha com o ponto inferior da axila. Nem todos os contatos da mão ou do braço de um jogador com a bola constituem uma infração.
No entanto, cometerá uma infração o jogador que:
- Tocar na bola com sua mão ou seu braço deliberadamente; por exemplo, deslocando a mão ou o braço na direção da bola;
- Tocar na bola com sua mão ou seu braço quando estes ampliarem o corpo do jogador de maneira antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural quando a posição de sua mão ou seu braço não for consequência do movimento do corpo nessa ação específica ou não puder ser justificada por esse movimento. Ao colocar a mão ou o braço nessa posição, o jogador assume o risco de que a bola acerte essa parte de seu corpo e de que isso constitua uma infração;
- Marcar um gol no adversário:
- diretamente com a mão ou o braço, mesmo que em uma ação acidental, incluindo por parte do goleiro da equipe atacante;
- imediatamente depois de a bola tocar na mão ou no braço, mesmo que de maneira acidental".



