Em todo começo de temporada, as direções dos clubes prometem pelo menos uma grande contratação para o próximo ano. Assim foram as janelas de transferências da última década, quando o Grêmio investiu fortemente em pelo menos uma contratação pontual. Alguns deram certo, outros não tiveram tanto sucesso na Arena. Quem será o próximo?
2010 - Borges
O atacante chegou do São Paulo para ser o grande nome do ataque gremista na temporada de 2010. Junto com Jonas, fez um primeiro semestre muito bom, com o título do Campeonato Gaúcho e com a ida à semifinal da Copa do Brasil, perdendo para o Santos de Neymar, Ganso e Robinho.
Na primeira temporada como titular gremista, fez 19 gols em 34 jogos. No entanto, o segundo ano do centroavante não foi de tanta eficiência. Borges foi expulso na derrota para a Universidad Católica, pela Libertadores, e depois desperdiçou um pênalti em um clássico Gre-Nal — ali, foi o fim da linha do jogador com a camisa tricolor. Foi negociado com o Santos em 2011.
2011 - Foco em Ronaldinho e reforços durante o ano
O Grêmio voltou suas atenções no início de 2011 à longa negociação por Ronaldinho. A concorrência era com Flamengo e Palmeiras. Depois de idas e vindas, o meia, que estava no Milan, optou por defender o clube carioca.

Assim, o Tricolor passou o ano sem grandes contratações. Os nomes mais significativos foram Vinícius Pacheco, importante na pré-Libertadores contra o Liverpool-URU, Damián Escudero e Carlos Alberto.
No meio do ano, o clube ainda anunciou a contratação de Ezequiel Miralles, que havia se destacado no Colo-Colo. Seu maior momento no Grêmio foi exatamente no primeiro jogo de Ronaldinho no Olímpico após a negociação — o argentino fez um dos gols na vitória tricolor por 4 a 2.
2012 - Marcelo Moreno e Kleber Gladiador
Um ano depois de perder Ronaldinho e Jonas, praticamente juntos, o Grêmio se movimentou para fazer duas grandes contratações e mostrar que estava forte no mercado. Primeiro, Kleber foi anunciado e apresentado no Espaço do Torcedor na Arena, com pompa de maior aquisição para o ano. Depois, Moreno teve sua contratação acertada. O projeto de voltar a vencer algum título importante passava pela dupla de ataque. Ambos viveram altos e baixos, mas saíram do Grêmio sem ganhar nenhum troféu.
2013 - Barcos e Vargas
Com o Grêmio garantido na Libertadores daquele ano, o presidente Fábio Koff não poupou esforços para ter o melhor time possível para a competição. Além de Barcos e Vargas, ainda chegaram jogadores de renome, como foi o caso do lateral André Santos e o zagueiro Cris. O time, contudo, não conseguiu conquistar nenhuma taça.
Barcos ficou no Tricolor até 2015, quando saiu para a China. Dentro do contexto em que estava inserido, foi um jogador importante, tornando-se capitão do time em alguns momentos e o maior artilheiro estrangeiro da história do clube.
Vargas, emprestado pelo Napoli, atuou em 37 partidas e fez nove gols. Acabou não tendo seu vínculo renovado e ficou marcado por errar um gol de dentro da área na eliminação gremista na Libertadores, para o Independiente Santa Fé.

2014 - Giuliano
A contratação mais badalada de 2014 não chegou no começo do ano, mas em julho. Antigo sonho de consumo tricolor, Giuliano desembarcou em Porto Alegre cercado de expectativas. Com 24 anos, o meio-campista não conseguiu vencer nenhum título, mas fez parte de um processo de reconstrução do clube. Saiu em 2016 e, meses depois, o Tricolor se sagrou pentacampeão da Copa do Brasil.
2015 - Cristian "Cebolla" Rodriguez
Com experiência na Europa e passagem duradoura na seleção uruguaia, Cebolla chegou para um contrato de três meses, inundando os gremistas da esperança de render dentro de campo. No entanto, a passagem do uruguaio em Porto Alegre pouco durou, e ele mal atuou com a camisa do Grêmio. Com lesões, em menos de 60 dias, Cebolla rescindiu com o clube.
2016 - Bolaños
Em um domingo de Carnaval, o Grêmio, com ajuda de Celso Rigo, anunciava a contratação de Miller "The Killer" Bolaños. Com boas atuações no Emelec, o equatoriano aparecia como o jogador que iria mudar o Grêmio de patamar no futebol brasileiro. Acabou se machucando em um Gre-Nal, depois de um cotovelada de Willian. Quando se recuperou, marcou o gol na final da Copa do Brasil, no jogo que deu o título da competição ao Tricolor.
Na temporada seguinte, Bolaños teve fez oito gols em 18 partidas e foi um dos principais jogadores nas primeiras rodadas da Libertadores. Em virtude de problemas extracampo, ele acabou sendo emprestado para o Tijuana, do México, e, posteriormente, foi vendido para o clube mexicano.

2017 - Lucas Barrios
O técnico Renato Portaluppi reivindicava a contratação de um fazedor de gols. Em 2017, o paraguaio veio do Palmeiras para assumir o comando do ataque gremista. O casamento foi perfeito, apesar de durar apenas uma temporada. Barrios correspondeu à expectativa depositada nele e, ao final do ano, se sagrou campeão da Libertadores, sendo fundamental na campanha gremista. Foram 18 gols em 45 jogos.
2018 - André e Marinho
Os dois jogadores chegaram em momentos diferentes do ano em Porto Alegre, mas representavam contratações que eram antigos sonhos de consumo dos torcedores gremistas. Nenhum dos dois deu certo.
André teve momentos de altos e baixos entre essas duas temporadas, sempre defendido publicamente por Renato Portaluppi, mas sua trajetória chegou ao fim com o término da temporada 2019. Romildo Bolzan, presidente do clube, já afirmou que o atacante não deve permanecer em 2020.
A passagem de Marinho no Grêmio não durou nem um ano. Chegou com status de grande contratação, mas não conseguiu corresponder. Saiu do Tricolor em uma negociação com o Santos, que trouxe David Braz para a Arena.
2019 - Diego Tardelli
Contratado por um alto salário, Tardelli chegou a Porto Alegre como a cereja do bolo de um time que almejava conquistar pelo menos um título de expressão no ano de 2019. Uma temporada depois, mostrou-se uma contratação que não deu frutos ao Tricolor. Disputou 47 partidas e fez apenas sete gols.
Tardelli tem a situação parecida com a de André — a torcida não o aprova em campo, e o presidente Romildo Bolzan afirmou que ele pediu para deixar o clube em 2020.





