
Poucas horas depois de Marcelo Grohe ser anunciado de forma oficial pelo Al-Ittihad, o Grêmio acertou a contratação do goleiro Júlio César, 32 anos, do Fluminense. O jogador já está em Porto Alegre para assinar contrato por duas temporadas.
O jogador, que chega para disputar posição com Paulo Victor, iniciou a carreira no Botafogo e tem passagens pelo futebol português e espanhol. Como seu contrato com a equipe das Laranjeiras se encerrou, ele chega em definitivo e somente com custos de salário à Arena.
— O Júlio é um cara que tem presença de vestiário, voz ativa. Já tem uma certa experiência, até mesmo internacional. Nesse sentido ele pode ser útil para Renato, mas seu nível técnico é semelhante ao do Paulo Victor. É um goleiro que tem personalidade. Teve dificuldades com a zaga do Fluminense, então aprendeu a se garantir pelo alto. Foi muito questionado pela torcida, mas terminou o ano bem. Talvez tenha sido o jogador mais regular, que menos comprometeu e que mais teve acertos na parte defensiva. O Grêmio faz uma boa contratação, mas está distante do Marcelo Grohe. É um goleiro nota 7, não vai muito além disso. Acho que o Paulo Victor larga em vantagem — analisa o jornalista Carlos Eduardo Eboli, da Rádio CBN.
Júlio César chegou ao Fluminense em 2014 para ser reserva de Diego Cavalieri. Com a saída do titular no início de 2018, assumiu a posição durante toda a temporada. Para o jornalista Wilson Pimentel, o novo reforço tricolor deixa a desejar na parte técnica.
— O Júlio César é um jogador de grupo, se dá bem com as principais lideranças, tem uma personalidade tranquila e não tem o hábito de ser agitador. Tecnicamente falando, não é um dos meus goleiros favoritos, embora tenha feito um Brasileirão de razoável para bom. Para o torcedor do Fluminense, ele foi o destaque do time em 2018. Não está no mesmo nível do Grohe, que é insubstituível em todas as instâncias. Às vezes, tenho a impressão de que o Júlio é um goleiro inseguro. Tem horas que ele solta demais a bola, enfeita demais a jogada. Sempre digo que não existe defesa feia do Júlio César. Plasticamente falando, ele sempre dá uma enfeitada. Não enxergo nele a simplicidade do Marcelo Grohe, do Alisson, do Clemer, do Danrlei e do Taffarel, que foram grandes goleiros que passaram pelo futebol gaúcho — avalia.
Na última rodada do Brasileirão 2018, Júlio César foi decisivo para a vitória do Fluminense sobre o América-MG por 1 a 0. Quando o jogo ainda estava 0 a 0, o goleiro pegou um pênalti e fez duas defesas difíceis para garantir a equipe carioca na elite.
— É um goleiro que teve altos e baixos no Fluminense. Fechou o ano com a atuação contra o América que salvou o time de um possível rebaixamento. Por isso, para o torcedor, ficou aquela sensação de perda. É um goleiro que pode crescer muito ainda, acho que o Grêmio aposta nisso. É um cara muito participativo, de grupo. Foi uma boa contração — conclui Wellington Campos, da Rádio Itatiaia.


