
O Grêmio abre 2016 com a mesma dificuldade do encerramento de 2015. Falta a Roger Machado o atacante que assuma a responsabilidade do chute, missão que Luan, Pedro Rocha e Everton, por vezes, adiam.
Há, contudo, uma indiscutível vantagem de seu time numa comparação com alguns dos adversários da Libertadores. A manutenção do técnico e da base de jogadores é a garantia da repetição do mesmo nível de atuação do ano passado. Algo que o Corinthians, por exemplo, está muito longe de desfrutar.
Em dia
Em algum momento, a sangria financeira do Grêmio precisaria ser estancada. A partir de 2013, salários de padrão europeu - ou chinês - incharam a folha de pagamentos a ponto de provocar atrasos, o que sempre compromete o funcionamento do vestiário.
Nem todos os treinadores contam com a capacidade de convencimento de Tite, que conseguiu mover a engrenagem do Corinthians mesmo que a demora no pagamento chegasse, em alguns casos, a inacreditáveis 10 meses, como revelou o volante Elias.
Bolzan priorizou pagar em dia. Agora, busca parceiros que lhe permitam trazer a cereja do bolo. Clube algum consegue em curto prazo o milagre da reorganização financeira.
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