O meia que Romildo Bolzan Júnior deseja tem folha corrida e história de vida de veterano com apenas 23 anos. Órfão de pai e mãe, Nikão foi criado pela avó em uma região violenta de Montes Claros, cidade universitária no norte mineiro. Sua vida enveredava por um caminho perigoso, o mesmo que fez o tráfico matar um dos seus irmãos.
Grêmio prepara nova investida por Nikão, do Atlético-PR
Aos 11 anos, foi descoberto em um treino do Casimiro de Abreu, time amador local, e levado para o Mirassol-SP. Com 12 anos, já jogava no CSKA, da Rússia. Único negro do time e canhoto habilidoso, logo ganhou o apelido de Pelé. Antes de voltar ao Brasil, no ano seguinte, ainda jogou por PSV-HOL e na Arábia Saudita. Rodou pela base de Palmeiras, Santos e Atlético-MG, onde foi promovido aos 18 anos. Nikão seguiu como cigano nos profissionais. Em cinco anos, jogou por oito clubes. Em alguns deles, saiu com histórico de indisciplina.
André Baibich: o interesse em Nikão diz muito sobre o que o Grêmio quer para o lado esquerdo
O Atlético-PR, depois de tirá-lo da pré-temporada na Espanha por estar acima do peso, apostou nele. Colocou equipe de psicólogos e assistentes sociais a acompanhá-lo. Nikão correspondeu. Jogou em alto nível no primeiro ano e dá sinais de que encontrou o caminho com apenas 23 anos.
*ZHESPORTES

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