
O Gre-Nal 449, da quinta rodada do Gauchão, terá uma série de estreantes no clássico em campo. Além dos dois técnicos e alguns jogadores, o árbitro responsável pela partida também irá apitar o confronto pela primeira vez. O escolhido pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) foi Lucas Horn.
Natural de Porto Alegre, ele irá apitar o terceiro jogo nesta edição do Estadual. Antes, esteve na vitória do Juventude sobre o Inter-SM por 1 a 0. Depois, apitou São Luiz e Novo Hamburgo, que teve vitória do time de Ijuí.
Aos 37 anos, Horn viverá o maior momento da carreira até aqui, como o mesmo descreve. A oportunidade do primeiro clássico é a chance de crescer ainda mais no cenário gaúcho e se apresentar para as principais competições do futebol brasileiro.
Lucas Horn ainda não apitou partidas da primeira divisão do Campeonato Brasileiro, ainda que já tenha atuado como quarto árbitro. O fato reforça a tese de que a partida pode fazer a diferença na sequência da trajetória do juiz.
Em contrapartida, ele vem de um 2025 de crescimento na profissão, que começou com o prêmio de melhor árbitro do último Gauchão. Depois, apitou algumas partidas das séries B e C do Campeonato Brasileiro, o que lhe permitiu um maior espaço na CBF.
Os dois mundos
Após jogar futebol e futsal na juventude, a trajetória do gaúcho de 37 anos na arbitragem começa em 2009. No fim do curso de Educação Física na UFRGS, ele viu um panfleto do curso de arbitragem da FGF. Entre algumas dúvidas naquele momento, Lucas Horn resolveu dar chance aos apitos e estreou como juiz no ano seguinte, na partida entre Estância Velha e Cidreira, pelo Gauchão sub-17.
— É uma cachaça. A gente começa a fazer parte do negócio e vai gostando. Quando vê, tu não sai mais — diz em tom bem-humorado.
O árbitro deu sequência à carreira, mas não estava contente no mundo da educação física. A partir disso, ingressou em Administração na UFRGS e concluiu o curso em 2015, com direito a um Trabalho de Conclusão de Curso sobre como árbitros administram e planejam suas carreiras.
Na sequência, foi aprovado em um concurso do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, local em que trabalha até hoje como analista. Tanto no TJ quanto dentro de campo, Horn tenta adotar a mesma postura. Alguém calmo e disposto a conversar.
— Sem dúvidas, um cara mais calmo, mais tranquilo. É uma característica minha. Eu sou um cara que costumo dialogar antes de tomar as providências. Mas é claro que o que pede é o jogo. Então, o árbitro tem que saber se adaptar. Tem jogos em que a calma ajuda e jogos em que é necessário ser mais enérgico — comenta.
Expectativas para o clássico

Por mais que soubesse da possibilidade, Lucas Horn não escondeu a felicidade ao ser escolhido para comandar o clássico. Ele garantiu que é o maior momento de sua carreira e que estará realizando um sonho no domingo.
— É a sensação de um sonho realizado. Se tu perguntar para 100 árbitros que estão fazendo o curso, o sonho deles, os 100 vão responder que é participar de um Gre-Nal. Então, mais do que qualquer outra coisa, o Gre-Nal é aquele sonho de quando alguém começa a apitar, a fazer o curso de arbitragem. Eu demorei 15 anos para chegar. E depois de um trabalho incansável, eu consegui — diz com orgulho.
O fato é que o clássico não deve ser fácil, como de costume, o que não impede a empolgação do árbitro. O porto-alegrense esperou este momento por anos e não liga para possíveis críticas sobre ser um estreante em Gre-Nal.
— Eu estou muito motivado. Sempre alguém tem que estrear para depois ter a continuidade. Então, eu estou muito motivado e me sinto honrado em fazer isso. Eu tenho certeza que vou dar o meu melhor — conclui.
Gre-Nal 449
- Quando: domingo (25).
- Horário: 20h.
- Onde: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.
- Competição: quinta rodada do Gauchão.
- Onde assistir: Premiere.




