O amor pelo futebol foi o que uniu a argentina Sole Jaimes e a canadense Kelly Chiavaro. Companheiras de vida há quatro anos, as duas descobriram, pouco depois, um sentimento ainda maior do que aquele que nasceu nos gramados.
Mães da pequena Aurora, de dois anos, as jogadoras do Inter decidiram construir uma família quando ainda defendiam o Flamengo. Aos 35, Sole sentiu que era hora de desacelerar a carreira para viver outro sonho.

— Queria mostrar para as meninas que elas também precisavam pensar na família. O futebol, em algum momento, vai acabar — relembra Sole.
Atleta de alto rendimento, com disputas de Copa do Mundo e Copa América, Sole treinou forte até os sete meses de gestação. Apenas três meses após o nascimento de Aurora, já havia retomado a rotina nos gramados. Mas, naquele momento, a prioridade já era outra: a vida em família.

Queria mostrar para as meninas que elas também precisavam pensar na família. O futebol, em algum momento, vai acabar
Durante esse período, ela e Kelly começaram a desenhar um novo futuro. Não queriam mais a correria do Rio de Janeiro e escolheram Santos para viver. O lugar, porém, era apenas um detalhe diante da rede de carinho que encontraram pelo caminho.
— Desde o início, nós nunca tivemos problema. Foi incrível em todos os clubes por onde passamos. A Aurora sempre foi incluída em tudo, foi maravilhoso. Como não temos família aqui, somos só nós três, existem momentos mais difíceis. Mas sempre tivemos muito apoio — conta Kelly.

Descobertas, inseguranças e aprendizados
Com o passar do tempo e o crescimento de Aurora, as duas também cresceram como mães. Entre descobertas, inseguranças e aprendizados, encontraram na maternidade uma transformação.
— Ser mãe é a coisa mais linda do mundo. É muito especial poder compartilhar a vida e crescer com ela. Mas também não é fácil. Tem momentos em que pensamos: "vamos errar". É a nossa primeira vez sendo mães, e estamos aprendendo a ser melhores a cada dia — diz Kelly.
Ser mãe é a coisa mais linda do mundo. É muito especial poder compartilhar a vida e crescer com ela. Mas também não é fácil

Irmã(o) no radar
Todo o amor que hoje dedicam à filha ainda deve ganhar novos capítulos. Já que amor de mãe é infinito, o plano do casal é aumentar a família nos próximos anos.
— Eu sempre quis gestar também. Mas tenho, desde criança, o sonho da adoção. Estamos fazendo o processo aqui em Porto Alegre e esperamos que dê certo. Seria incrível se pudéssemos dar amor a uma criança que está precisando. Depois, queremos um terceiro filho, que espero gestar — revela Kelly.

Definição de amor
A chegada de Aurora transformou a vida das duas de uma maneira impossível de explicar apenas em palavras. Entre viagens, treinos e desafios da carreira, elas encontraram na filha a definição mais pura de amor.
— Eu achava que o amor da minha mãe era o maior que existia. Mas, quando você tem uma filha, entende que é algo inexplicável. Ela é a minha fortaleza. Não existe cansaço para ela. Se está doente, chorando ou precisando de mim, não importa. A mamãe vai estar aqui para tudo — finaliza Sole.

Não existe cansaço para ela. Se está doente, chorando ou precisando de mim, não importa. A mamãe vai estar aqui para tudo








