
O julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) teve desfecho positivo para o Grêmio. Na manhã desta sexta-feira (17), o clube a e executiva de futebol feminino, Bárbara Fonseca, foram absolvidos pelo suposto caso de racismo no Gre-Nal do Brasileirão.
A dirigente e o clube foram denunciados no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que diz respeito à prática de ato discriminatório.
— Tinha certeza, por carregar minha consciência tranquila, que o caso teria o desfecho justo para aqueles que defendem a verdade. Lamento a tentativa de imputar a mim atitude que abomino e seguirei sendo uma aliada na luta contra o racismo e contra qualquer tipo de preconceito — escreveu Bárbara Fonseca, nas redes sociais.
A profissional poderia ser suspensa por 360 dias e receber multa de R$ 100 mil, enquanto o clube poderia perder pontos e mandos de campo. Ainda cabe recurso ao Pleno do STJD por parte da procuradoria.
Relembre o caso
O caso aconteceu em 28 de março, no Sesc Protásio Alves, em Porto Alegre. Na ocasião, o torcedor Vinícius Nascimento da Cruz, 34 anos, diretor da organizada Camisa 12, relatou que foi discriminado por Bárbara Fonseca, executiva de futebol feminino do Grêmio. Ele afirmou que ouviu a expressão "macaco, filho da p*".
O Grêmio manifestou-se oficialmente, via nota, afirmando que as acusações são "inverídicas". Assim como Bárbara Fonseca, que utilizou as redes sociais para afirmar que foi acusada "de forma inverídica e leviana, de ter proferido uma injúria racial".
Veja a manifestação da íntegra
Recebo com serenidade a absolvição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta sexta-feira. Tinha certeza, por carregar minha consciência tranquila, que o caso teria o desfecho justo para aqueles que defendem a verdade.
Lamento a tentativa de imputar a mim atitude que abomino e seguirei sendo uma aliada na luta contra o racismo e contra qualquer tipo de preconceito.
Sigamos em frente, sempre por um mundo melhor e mais igualitário.

