
Para a sorte do Inter, Joana descobriu-se atacante. Um ano após chegar ao Colorado, mudou de posição, virou artilheira e tornou-se a "Guria Gre-Nal". Os cinco gols em cinco clássicos fizeram com que ganhasse o apelido e tivesse (ainda mais) destaque na base.
— Fico feliz. Sempre tento me destacar, e em todos os jogos estou conseguindo fazer gol. Guria Gre-Nal ficou bem legal. Gostei — resumiu a atacante em entrevista a ZH.
Quando chegou a Porto Alegre, em janeiro de 2024, Joana foi anunciada como meio-campista. Após passagem pelo Avaí Kindermann, se destacava com a camisa 8. Mas no Inter descobriu-se em outra função.
— Foi difícil no começo, mas fui me adaptando. Acho que atleta passa por isso, a gente muda de posição, só que temos de nos adaptar — afirmou.
Mais do que ambientada, Joana tornou-se a única atleta a marcar gol nos cinco Gre-Nais do sub-20. De todos, o mais especial (claro) foi o da final do Gauchão. De pênalti, a atacante garantiu a taça colorada.
— Quando fiz o gol, me passou uma emoção na cabeça. Fiquei muito feliz — conta Joana.
Carreira e futuro
Natural de Flexeiras, município com menos de 10 mil habitantes, no interior de Alagoas, Joana iniciou sua carreira no futsal. E, inclusive, não tinha qualquer pretensão de migrar para o campo.
— Comecei com oito anos, mas a princípio só jogava futsal e também só queria futsal. Sai de casa com 15 anos e fui me destacando em Joinville até chegar ao Avaí (Kindermann), onde fui campeã da Ladies Cup e recebi proposta do Inter — relembra a atleta.
Em duas temporadas com a camisa colorada, Joana já acumula 32 jogos e 27 gols pela base. Além de ter estreado pelo profissional, no ano passado, inclusive com disputa do Gre-Nal adulto.
— Quando entrei lá no Estádio Beira-Rio foi uma sensação muito boa. Acho que para toda atleta, entrar com o profissional, se destacando, é muito bom. Fiquei muito feliz — afirma Joana.
As boas atuações pela base fizeram com que firmasse vínculo profissional com o Inter. São mais dois anos de contrato com o clube colorado e alguns sonhos a realizar.
— Quero ganhar uma Libertadores, estar jogando com as meninas e ter uma carreira financeira boa, conquistar as minhas coisas — finalizou.
A base que já formou Jheniffer, Priscila, Isa Haas e tantas outras, também é responsável pelo brilho de Joana. E agora almeja ver novos capítulos sendo escritos pela atacante. Que ainda tem 20 anos e muitos gols a marcar pelo Inter.



