
Os cinco pré-candidatos à presidência do Grêmio foram entrevistados pelo Grupo RBS a respeito de diversos temas envolvendo o clube. Entre eles, o futebol feminino.
Zero Hora destaca as promessas dos postulantes ao cargo que foram expostas no programa Sem Filtro. Confira abaixo as ideias.
Denis Abrahão
"Vou investir dentro das possibilidades, não vou prometer aquilo que eu não posso cumprir. No futebol feminino, você pode agregar um valor que as pessoas ainda não perceberam, que é a família, que são as crianças. Tem muita mãe jogando futebol. Tu pode transformar isso aí numa grande família. E tu pode alavancar grandes projetos aí. Família, sociedade... Clube de futebol, amor, paixão, raiz, criação de valores, educação, tirar do anonimato e trazer para um convívio social melhor, tirar do meio do mato, tirar das ruas, acabar com a droga, trazer para dentro do clube."
Gladimir Chiele
"(A ideia) é executar o mesmo projeto do masculino, igual. Então, se vai ter estrutura para o masculino, vai ter para o feminino. Se botou a camiseta do Grêmio, tem que assumir na integralidade aquela responsabilidade de fazer funcionar. Inclusive na captação lá no Interior das escolinhas masculino e feminino. Tem que ser os dois. Claro que talvez no feminino nós tenhamos menos quantidade nessa iniciativa. Mas a minha filha tem 12 anos, gosta mais de jogar futebol do que qualquer outro esporte. Então, é a tendência natural que está crescendo. O Grêmio tem de acompanhar isso, com a estrutura necessária".
Marcelo Marques
"Sinto que o futebol feminino é visto como um gasto, numa situação de 'um clube da Série A tem obrigação'. De 16 campeonatos gaúchos, o Grêmio ganhou só cinco. A melhor posição no Brasileiro foi um sétimo lugar. Falta foco e amor. Vamos contratar pessoas que tenham conhecimento grande. A gente tem de brigar por títulos. Por exemplo, um 'Case Suárez' do feminino. Qual é o salário da jogadora mais cara do mundo? Um milhão de euros por ano. A gente pode trazer uma top. Mas com a estrutura que tem hoje elas vêm? Até hoje a gente não tem o CT do feminino. Vamos fazer um CT digno. Que essa moça tenha o prazer de vir jogar aqui."
Paulo Caleffi
"O principal projeto é a autonomia financeira do Departamento de Futebol (Feminino). Vamos ter a Copa do Mundo Feminina no Brasil (em 2027). Existem marcas que são direcionadas exclusivamente ao futebol feminino. Perdemos incremento de receitas em parcerias que são exclusivas para as mulheres. A busca é estabelecer o que o Corinthians fez: uma linha de cosméticos exclusiva para o time feminino, por exemplo. Criar a capacidade de novos recursos para a modalidade, como Corinthians e Ferroviária".
Sérgio Canozzi
"O feminino tem de ser realmente valorizado. A gente tem de avaliar os orçamentos, tem que investir mais, buscar patrocínios maiores. Existem empresas enormes interessadas. O Grêmio pouco valoriza o feminino. No masculino gastamos R$ 18 milhões por mês disputando para não cair. Falta gestão. O Grêmio hoje, infelizmente, é um clube mal gerido. Gestão é tudo. Vai ter um gestor do feminino, que seguramente será uma ex-jogadora, porque tem identidade com a mulherada, e essa pessoa vai fazer uma gestão com métricas. Nós queremos chegar no campeonato regional a ser campeões. Em três anos, temos que ganhar dois.”
Confira as entrevistas:
- Paulo Caleffi (veja na íntegra)
- Sérgio Canozzi (veja na íntegra)
- Gladimir Chiele (veja na íntegra)
- Denis Abrahão (veja na íntegra)
- Marcelo Marques (veja na íntegra)








