
A goleada da Seleção Brasileira sobre a Bolívia, na última quarta-feira (16), ficou em segundo plano por conta das condições ofertadas pela Conmebol para a disputa da Copa América Feminina. Antes da partida, a falta de espaço para que as equipes pudessem aquecer chamou a atenção.
Após o confronto, o técnico Arthur Elias reiterou os problemas que vem sendo enfrentadas pelo Brasil e pelas outras seleções no Equador.
— A questão do aquecimento me preocupa muito, porque hoje (quarta-feira), por exemplo, a gente teve uma jogadora que, no final do aquecimento, sentiu ali a possibilidade de ter algum problema muscular, mas foram feitos os testes. Outra jogadora não aqueceu porque não tem espaço para aquecer. Se precisa trocar (na escalação) em cima da hora, a jogadora vai entrar em campo sem aquecimento porque o lugar não cabe as 20 para aquecer — falou o treinador.
Arthur Elias também chamou a atenção para os problemas de arbitragem. Diante da Bolívia, o Brasil teve dois gols mal anulados por impedimento. A competição não conta com o recurso do VAR. Além disso, o tempo de acréscimos foi pauta.
— O tempo de bola rolando é algo que, para a gente melhorar o futebol sul-americano, precisamos ter um pouco mais de cuidado, perguntei à árbitra, que é uma boa árbitra, no final do jogo sobre qual critério, porque a Fifa recomenda 60% de bola em jogo, e hoje (quarta-feira) a gente teve no segundo tempo 32% de bola em jogo, e no primeiro tempo um pouco mais de 38%. Então, isso é muito ruim para o futebol — enfatizou Arthur Elias.
Repercutiu
Nas redes sociais, o portal Dibradoras divulgou imagens do espaço destinado às duas seleções antes do jogo desta quarta-feira. Bolívia e Brasil tiveram que dividir a mesma sala para aquecer.
Próximos desafios
Com a goleada sobre a Bolívia, o Brasil assumiu a liderança do Grupo B. Agora, a Seleção se prepara para enfrentar o Paraguai, na próxima terça-feira (22), às 21h.



