
Foi por pouco contra Cabo Verde. Passou de raspão diante do Egito. O 3 a 1, na prorrogação, sobre a Suíça pareceu goleada para os padrões atuais. Por fim, um épico contra a Inglaterra. Obstáculo após obstáculo, a Argentina não sucumbiu para enfrentar a Espanha, domingo (19), na final da Copa do Mundo.
O time que joga com os pés de Messi e o coração de um país inteiro. São 11 gols no mata-mata. Sete deles nos acréscimos ou na prorrogação. Outros dois, depois dos 8 minutos. Foram apenas duas bolas na rede sem a obrigação de marcar.
Uma seleção que sofre tanto em uma Copa cansa. O time de Lionel Scaloni jogou duas prorrogações contra nenhuma dos espanhóis. Uma equipe que disputou os jogos decisivos sempre com média de idade acima dos 29 — o índice do adversário bateu, no máximo, em 26,6 anos. A Argentina chega mais cansada.
O sofrimento também cria casca para acreditar no tetra. Crosta criada desde Catar, quando foi campeão. Agora, parece inquebrável.
Aposta no senhor dos recordes
A Argentina não passou em branco nessa Copa. Mas ficou intacta na defesa apenas após os dois primeiros jogos, contra Argélia e Áustria.
Também aposta tudo em Messi. O senhor dos recordes. Oito gols e quatro assistência, duas delas decisivas contra a Argentina. Aos 39 anos, disputou uma média de 89 minutos por jogo devido às prorrogações. Não disputou a partida inteira apenas contra Argélia e Jordânia.
— É uma seleção enorme (Espanha), com grandes jogadores, um grande jogo. Uma seleção que conheço bem. Joguei por muitos anos da maneira que eles jogam. Grandes jogadores que enfrentei muitas vezes no Barça. Será uma partida especial, uma final de Copa do Mundo — destacou Messi.
Scaloni tem interrogações para montar o time. Simeone foi titular contra a Inglaterra, mas não está certa a sua permanência. Uma dúvida muito pequena para quem criou tanta casca.
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