
A Argentina não cansa de surpreender nesta Copa do Mundo. Nesta quarta-feira (15), o time do técnico Lionel Scaloni protagonizou mais uma virada histórica ao derrotar a Inglaterra por 2 a 1 e confirmar o avanço para a final do Mundial. Os jornais do mundo todo se renderam à raça argentina, destacando a recusa dos hermanos em largar a toalha na reta final.
Os argentinos do Olé engrandeceram todo o elenco e generalizaram os elogios: "heróis" foi a palavra escolhida pelo jornal para representar a superação da equipe de Scaloni.

O L'Équipe da França enalteceu a sequência de viradas que a Argentina acumulou até aqui na Copa do Mundo e utilizaram um título simples, mas grandioso no significado, para representar o que foi o jogo.
— Eles fizeram isso de novo — escreveu o jornal francês.
Na mesma linha do jornal francês, o Clarín e o AS, da Argentina e Espanha, respectivamente, se renderam ao Messi e a todo o elenco finalista da Copa.
— A Argentina faz história novamente contra a Inglaterra: protagonizou uma virada épica e enfrentará a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 — afirmou o jornal argentino.
Já os espanhóis optaram por engrandecer o craque argentina e alimentaram a cede do bicampeonato argentino:
— Messi quer mais uma Copa do Mundo! Mais uma virada épica em 7 minutos leva a Argentina à final contra a Espanha em Nova York no próximo domingo. Gordon colocou a Inglaterra na frente, mas Enzo e depois Lautaro viraram o jogo — publicou o AS que ainda completou:
— Foi uma recompensa pelo excelente futebol dos sul-americanos e pela infinidade de chances criadas naquela última meia hora, um período marcado por uma explosão de energia.
Criticas ao técnico inglês
Se para o lado vencedor é só elogios, do lado de quem sofreu o revés e está fora da final da Copa do Mundo as críticas não se ausentaram. Os britânicos do The Sun e do Daly Mail atribuíram a eliminação às escolhas do técnico da Inglaterra Thomas Tuchel.
A principal revolta dos jornais é com a postura retraída que os ingleses adotaram após Anthony Gordon abrir o placar. Segundo eles, Tuchel repetiu os erros cometidos pelos técnicos anteriores que comandaram os Três Leões.
— É mais uma derrota dolorosa para a Inglaterra. A terceira vez não será a da sorte. Os Três Leões perdem sua terceira semifinal consecutiva de Copa do Mundo, e esta dói mais do que a maioria — criticou o Daily Mail.
O The Sun, no entanto, foi mais enfático na crítica:
— Não haverá conto de fadas em Nova York para Thomas Tuchel e a Inglaterra, nenhuma chance de pôr fim a 60 anos de sofrimento. E depois de perder uma partida que estavam ganhando a seis minutos do fim, é difícil imaginar como Tuchel conseguirá motivar algum jogador do seu elenco o suficiente para o jogo sem importância contra a França, em Miami, valendo o terceiro lugar. A Inglaterra estava exausta, e a repetição dos erros de tantos antecessores por Tuchel custou caro. Mais uma vitória por pouco. Já vimos muitas dessas — reclamou os britânicos.

Já os espanhóis do El País classificaram as escolhas de Tuchel como "terríveis" e adjetivaram o comandante inglês como "péssimo".
— A Inglaterra jogou terrivelmente, recuando e fazendo substituições muito conservadoras sob o comando de Tuchel. O técnico inglês foi péssimo, permitindo que a Argentina reagisse, embora merecidamente — esbravejou o El País.
Revolta inglesa
Ao final da partida, embalados pela felicidade da classificação, os jogadores argentinos estenderam uma faixa no gramado com a seguinte frase: "As Malvinas são argentinas".
A mensagem diz respeito ao conflito geopolítico entre Argentina e Inglaterra ocorrido em 1982. Os dois países disputaram a soberania das Ilhas Malvinas, na qual era controlada pelos britânicos desde 1833, após a ditadura argentina reivindicar o controle dos europeus.
O jornal inglês The Sun criticou a atitude dos argentinos e descreveu a ação como repugnante.
— Os jogadores da Argentina comemoraram a vitória na semifinal da Copa do Mundo contra a Inglaterra exibindo uma faixa repugnante que reivindicava as Ilhas Malvinas. Fãs exaltados também foram vistos agitando o cartaz deplorável que reivindicava a soberania sobre as ilhas britânicas, cujos habitantes votaram esmagadoramente para fazer parte do Reino Unido — reclamou o jornal.

Veja a repercussão dos principais jornais do mundo com a classificação da Argentina:




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