
Homem-forte do presidente Donald Trump para todos os assuntos ligados à Copa do Mundo, Andrew Giuliani defende que o Mundial volte em breve aos Estados Unidos.
Em entrevista exclusiva a Zero Hora, o diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca fez um balanço positivo da Copa 2026 e afirmou que vê apenas os Estados Unidos com as condições ideais para sediar a competição com o tamanho que ela adquiriu.
Conforme divulgado recentemente pela imprensa internacional, os norte-americanos poderiam sediar o Mundial de 2038, que pode ter o número de participantes aumentado de 48 para 64 seleções.
— Ainda não houve discussões sobre isso, mas, quando você olha para o tamanho que esta Copa do Mundo teve, tem tido e terá quando for encerrada, acho que existe apenas um país que pode ser o centro da realização de um evento global da forma como ele é realizado, e esse país são os Estados Unidos. Não sei se essa decisão caberá a mim, mas, se eu tivesse de defender isso, eu defenderia que os Estados Unidos devem sediar a Copa do Mundo em breve — disse o representante do governo norte-americano.
A próxima Copa do Mundo, em 2030, será sediada, de forma conjunta, na Espanha, em Portugal e no Marrocos, com a realização de jogos no Uruguai, na Argentina e no Paraguai na primeira rodada. Já o Mundial seguinte, em 2034, será na Arábia Saudita.
E, para 2038, de acordo com vários veículos internacionais os americanos já estariam se articulando para sediar novamente o torneio, visando a repetir a experiência de 2026.
— Foi incrível ver os noruegueses e o movimento de remar por todos os Estados Unidos; o respeito dos japoneses; a interação entre brasileiros e escoceses. Este tem sido um torneio fantástico. E, para nós, poder realizá-lo durante o nosso semiquincentenário torna tudo ainda mais especial — completou Giuliani, sem confirmar qualquer movimento concreto junto à Fifa para sediar mais um Mundial.

O diretor da Casa Branca afirmou ainda que a Copa 2026 irá contribuir para a trajetória de crescimento do futebol nos Estados Unidos.
— Olhe o quanto o futebol cresceu nos Estados Unidos desde a Copa de 1994. Não existia a MLS. Não existia uma liga de futebol feminino. Em 1996, a Major League Soccer é criada, e ela tem sido bem-sucedida ao longo dos últimos 30 anos, com várias franquias agora valendo mais de US$ 1 bilhão. Depois, você tem a Copa do Mundo Feminina de 1999. Os Estados Unidos ficaram famosos por vencer aquela competição. A National Women’s Soccer League foi criada anos depois, tendo muito sucesso no crescimento das franquias. Eu acho que esta Copa do Mundo de 2026 apenas dará continuidade a esse imenso crescimento do futebol — avaliou.
Giuliani destacou ainda como legado da Copa a agilidade que os brasileiros passaram a ter na obtenção de vistos de turista.
— Você sabe, apenas o fato de que, do ponto de vista dos vistos B-1/B-2, (turismo e negócios) alguns anos atrás, no Rio de Janeiro, havia um tempo de espera de mais de 700 dias. Isso caiu para menos de um mês durante esta Copa do Mundo — ressaltou.
Por fim, Giuliani brincou com o slogan "América First" (América Primeiro), utilizado pelo presidente Donald Trump, e afirmou que a Copa consolidou os Estados Unidos como um país aberto a outras nações.
— Os Estados Unidos são um país extremamente hospitaleiro e único. E, se o mundo puder ver isso, o mundo poderá vivenciar parte disso conosco, parte dessa receptividade. Como diz o presidente Trump, “América em Primeiro Lugar” nunca significa “somente a América” — finalizou.
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