A Seleção Brasileira fez internamente dois diagnósticos principais para a eliminação precoce nas oitavas de final da Copa do Mundo.
A avaliação é de que o alto número de gols perdidos foi a causa fundamental para a derrota por 2 a 1 para a Noruega.
Porém, além disso, há o entendimento de que o posicionamento mais recuado do meia Ødegaard surpreendeu taticamente o time de Carlo Ancelott.

1) Gols perdidos
A comissão técnica e os jogadores avaliam que a Seleção poderia ter vencido a Noruega, não fosse o alto número de gols perdidos.
Além do pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães no primeiro tempo e da grande chance não aproveitada por Endrick na segunda etapa, o entendimento é de que o Brasil teve muito mais oportunidades de gol que o adversário.

Porém, com Haaland, a Noruega foi mais efetiva.
— Nós tivemos muitas oportunidades para fazer gols e não conseguimos concluir. Eles tiveram duas ou três oportunidades e fizeram dois gols. Esse foi o grande resumo do jogo — definiu o volante Casemiro.
A análise é compartilhada por Ancelotti:
— Durante 70 minutos o jogo estava sob controle, mas o Haaland acabou decidindo — avaliou.

2) Posicionamento de Ødegaard
Conforme avaliação interna, o posicionamento mais recuado do meia da Noruega, Ødegaard, surpreendeu a Seleção.
Como o maestro do Arsenal estava mais atrás do que o habitual, os jogadores do Brasil tiveram receio de pressionar o adversário como gostariam.

— Era mais complicado fazer pressão alta, porque a Noruega baixava muito Ødegaard, então era um risco para a velocidade do Haaland no um contra um — explicou Ancelotti.
A opinião foi compartilhada pelo atacante Vinícius Júnior.
— Nunca foi nossa estratégia ficar atrás. Mas acredito que a Noruega nos surpreendeu. Eles conseguiram colocar muitos jogadores atrás da linha da bola e se movimentaram muito bem. O Ødegaard sempre consegue controlar muito os jogos e mais uma vez fez isso. Infelizmente, nós não encontramos o momento correto para fazer a pressão — definiu o atacante.




