
O México finalmente vai jogar um quinto jogo em uma Copa do Mundo. Foram 40 anos de espera (curiosamente, também em casa) que se encerraram na madrugada desta quarta-feira (1º), em um Estádio Azteca completamente lotado. A vitória por 2 a 0 sobre o Equador valeu aos anfitriões uma vaga nas oitavas de final do Mundial.
E a vaga veio com dois golaços. Quiñones e Raul Jiménez marcaram os gols da vaga histórica. Agora, o México vai em busca de quebrar outro tabu: desde 1994, a seleção não avança além das oitavas de final.
O México ainda aguarda a definição do adversário. Inglaterra e República Democrática do Congo disputam a vaga nesta quarta, em Atlanta, às 13h. A partida de oitavas acontece no domingo (5), às 21h, novamente no Azteca.
O jogo
A partida começou com uma hora de atraso. Como acontece nesta época, a Cidade do México foi atingida por uma chuva muito forte. O temporal atrasou o aquecimento e, por consequência, o pontapé inicial.
Quando a bola finalmente rolou no Azteca completamente lotado (mais de 80 mil pessoas compareceram), o México tentou fazer valer o fator local desde o início. E pressionou o adversário. Logo aos seis minutos, a primeira boa chance. Após cruzamento da direita, Jiménez mergulhou, tentou o peixinho, e a bola passou à direita do goleiro Galindez.
A resposta do Equador quase veio num golaço. Yeboah invadiu a área, deu uma bela caneta no defensor mexicano e bateu de bico. A bola atingiu violentamente a trave direita, assustando o goleiro Rangel.

Mas foi o México quem abriu o placar. Em um golaço. Na esquerda, Alvarado acionou Quiñones, que arrancou em velocidade do próprio campo. Ele avançou e finalizou com muita força, sem chances para Galindez, para fazer 1 a 0.
O México seguiu dominando o jogo, e não demorou a ampliar. Ordoñez cortou mal uma bola, e ela caiu nos pés de Raul Jiménez. Ele tabelou com Quiñones, recebeu de volta e bateu para fazer outro golaço: um chute no ângulo, sem chances de defesa, para levar boa vantagem ao intervalo.
O Equador precisava mudar um pouco a postura para ter alguma chance de ficar com a vaga. E Becaccecce tirou o contestado Enner Valencia, para dar outra cara ao setor ofensivo.
E a seleção sul-americana até ocupou o campo do adversário. Mas ainda assim, sofria para criar chances mais claras de gol.
Até o fim, os donos da casa administraram o jogo, sustentados em uma defesa que ainda não levou gol nas quatro partidas do Mundial.
Foi assim, na maturidade e sem sustos, que o México afastou de vez a maldição. O Azteca vai ver mais uma vez a sua seleção (na despedida do estádio da Copa de 2026). Foram 40 anos que parecem ter valido a pena.
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