A rivalidade histórica entre Inglaterra e Argentina é levada em consideração pelos órgãos de segurança dos Estados Unidos, antes da semifinal entre as duas seleções, nesta quarta (15), em Atlanta.
Quem garante é o diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, que concedeu entrevista exclusiva a Zero Hora, nesta segunda (13).
Homem forte do governo Donald Trump para assuntos ligados ao Mundial 2026, Andrew Giuliani afirmou que os hooligans ingleses e os barra-bravas argentinos com histórico de violência muito provavelmente não conseguiram entrar nos Estados Unidos.
Porém, pela tensão envolvendo a disputa histórica entre as duas nações pela soberania das ilhas Malvinas (como dizem os argentinos) ou Falklands (como dizem os ingleses), o jogo é observado com atenção.
— Nós obviamente analisamos a situação geopolítica em torno de cada partida e que tipo de complicações ela pode trazer por causa disso. Você mencionou uma delas especificamente (a tensão sobre as Malvinas) — disse Giuliani.

O dirigente da Casa Branca, porém, elogiou a postura dos torcedores da Argentina e da Inglaterra até agora.
— Vimos que os torcedores argentinos e ingleses que estiveram aqui até agora vieram para realmente aproveitar esta Copa do Mundo. Os ingleses estão extremamente entusiasmados, e vale a mesma coisa para os argentinos. Eu estava em Kansas City para a partida de estreia da Argentina, quando Messi marcou três gols (contra a Argélia), e você podia ver, no dia anterior, a concentração tomando conta de um dos parques. Os ingleses e argentinos estão tendo ótimo comportamento — avaliou.
Apoios dos governos inglês e argentino
Giuliani disse ainda que alguns dos verdadeiros motivos por trás disso (do bom comportamento dos torcedores até agora) também são as ações que os governos argentino e inglês fazem por conta própria, garantindo que pessoas mal-intencionadas não tenham a oportunidade de viajar para torneios como este, com os hooligans e os barra-bravas.
Ainda assim, o jogo é observado com atenção pelos órgãos de segurança americanos.
— Nós costumamos dizer nos Estados Unidos, quando há um time de futebol americano que tem uma torcida um pouco agitada, geralmente é uma pessoa em cada 100. E, você sabe, uma maçã podre pode estragar todo o resto — alertou.
Por isso, o histórico de rivalidade entre os dois países é levado em consideração na preparação para o jogo.
— Continuaremos trabalhando na preparação para esta partida e para as outras três partidas que ainda ocorrerão (na Copa), para garantir que não haja nenhum problema. Estamos trabalhando diretamente com nossos parceiros estaduais e locais em Atlanta, na Geórgia, e também nas demais cidades e estados onde ocorrerão jogos. Continuaremos garantindo que estejamos concentrados nos detalhes, para encerrarmos este torneio com o sucesso que tivemos durante o primeiro mês — finalizou.
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