
Ferran Torres García tem uns 10 anos de carreira pela frente, mas nunca mais viverá um momento comparável ao vivido aos 26 anos, 4 meses e 20 dias. Marcar um gol em final de Copa do Mundo é muito mais raro do que nascer, como ele, em um 29 de fevereiro. Ao ser o responsável pelo 1 a 0 da Espanha sobre a Argentina, ele se tornou o 63º jogador a fazer um gol em decisão de Mundial.
Sua história na decisão começou aos 16 minutos do segundo tempo. Artilheiro espanhol no torneio, Mikel Oyarzabal saiu para a sua entrada. Em mais de hora em campo, o atacante do Athletic Bilbao tinha um único e inconsequente arremate.
Torres, do Barcelona, precisou de cinco minutos para igualar a estatística. De cabeça, escorou cruzamento para defesa de Dibu Martínez. Ainda disparou outra finalização antes da prorrogação. Dessa vez para fora.

Em meio ao sufocamento espanhol em cima da Argentina, sua missão não era participar do jogo. Era finalizar. A bola pouco passou por ele.
Aos 37 segundos do segundo tempo da prorrogação, seu chute deixou de ser estatística e virou história. A bola viajou da quina da grande área até a cabeça de Nico Williams.
O atacante de pais ganeses só ajeitou a bola para Ferran Torres chutar com precisão. Com o pé colocou a bola na rede. Com as mãos, tocou a taça mais cobiçada.
Está, de hoje até a morte do futebol, de gigantes do planeta bola. Mesmo sem ser craque, fez o que tantos outros nomes enormes não conseguiram. Nunca mais fará nada igual. A não ser que daqui a quatro anos...
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