
Passados um mês e três dias desta Copa do Mundo, chegou a hora de os times que menos sofreram durante este mês se encontrem. Uma semifinal com cara de final será disputada em Dallas, a partir das 16h desta terça (14). A França, de Mbappé, contra a Espanha, que era para ser de Yamal e se tornou Oyarzabal. Dois países vizinhos que dividem uma fronteira de 623 quilômetros e o sonho de serem campeões mundiais outra vez.
Será um dia especial para os franceses. Pela primeira vez na história, Les Bleus entrarão em campo no 14 de julho, dia da Queda da Bastilha, a Revolução Francesa. Em Paris, em Nice, nas arquibancadas e no gramado do AT&T Stadium, os francesas cantarão orgulhosos a Marselhesa. “Allons, enfants de la Patrie / Le jour de gloire est arrivé”.
O fôlego dos espanhóis não será utilizado neste ritual pré-jogo. O país é um dos quatro no mundo com um hino sem letra (Bósnia e Herzegovina, San Marino e Kosovo são os outros). Fôlego economizado pelos dois times na jornada mundialista.
Pouco sofrimento
Dos quatro semifinalistas, os dois deste lado da chave não disputaram uma única prorrogação. A Argentina encarou duas. A Inglaterra, uma.
Ah, mas a Espanha empatou com Cabo Verde. Retumbante verdade. O time de Luis de la Fuente sofreu apenas nas quartas de finais contra a Bélgica. Precisou, também, de um gol aos 42 do segundo tempo para despachar os belgas.
A questão é que o time imaginado com Lamine Yamal com 100% se transformou em uma equipe com Lamine Yamam longe do seu ápice físico. A Fúria versão 2026 se assemelhou àquela campeã em 2010.
São jogadores de qualidade técnica e alto volume de passes. Nenhuma partida com menos de 530 trocas de bola. O alto volume é utilizado quase como uma retranca disfarçada. Aquele time, quase gêmeo de 16 anos atrás, tinha a mesma característica e venceu todos os mata-mata por 1 a 0.
— Se eles têm alguém a temer, somos nós. Fomos nós que os eliminamos (na Euro 2024). Somos duas das melhores seleções do mundo, para mim as duas melhores, e não temos medo de nada — comentou Lamine Yamal, autor de um gol na Copa.
A favorita
Eis um ponto em que os dois times convergem. Por arrogância, por protocolo, para evitar a pressão seja qual for a razão, os dois lados apontam a Espanha como favorita.
— A Espanha é a favorita. Não quero pressionar mais do que isso, mas pelo que eles fizeram, mesmo depois da derrota para Portugal na final da Liga das Nações, é uma equipe muito boa, com muitos pontos fortes — afirmou o técnico francês Didier Deschamps.
A França tem 16 gols em sua contabilidade e sofreu apenas dois. O jogo mais difícil foi o 1 a 0 sobre o Paraguai, nas oitavas. A maior adversário ali foi o jogo duro dos guaranis.
Nem assim pararam Mbappé. Artilheiro da Copa, ao lado de Messi, com oito gols.
Nesta terça-feira, se conhecerá o favorito ao título da Copa do Mundo.
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