
O Brasil fez a sua pior campanha em Mundiais desde 1990 ao ser elimidado pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026.
A queda precoce levou a uma exurrada de críticas contra o treinador da Seleção, Carlo Anceloti, e contra os jogadores. Algumas afirmando se tratar da pior geração da história da Amarelinha.
Confira abaixo a opnião dos colunistas de Zero Hora sobre a questão.
André Silva
"Essa é a pior geração da história da Seleção Brasileira? Essa questão me fez revisitar as 11 Copas anteriores que acompanhei. Tive a felicidade de ver a Seleção de 1982, que mesmo sem ganhar foi infinitamente superior à todas as outras que vieram depois. E não é saudosismo, mas sim comparar qualidade técnica.
A Copa de 1990 foi decepcionante, mas o Brasil caiu para Maradona e boa parte daquele elenco esteve em 1994 no Tetra e fez parte de uma geração muito vencedora. Em 2006 perdemos a Copa com um time repleto de talentos, que foi derrotado por Zidane e o extracampo.
Mas, sem dúvida, as piores Seleções que pude ver são as das últimas cinco Copas. São duas gerações perdedoras, com jogadores médios e um talentoso (Neymar), que jamais pensou no coletivo e seu último lance nos EUA é a prova disso, no particular duelo infantil com o goleiro da Noruega."
Zé Alberto Andrade
"A Seleção Brasileira vai completar 112 anos no próximo dia 21. Provavelmente estejamos diante de uma das gerações mais desequilibradas em termos de formação de time. Com dificuldades sérias nas laterais e no meio-campo, e com uma perspectiva modestíssima em termos de renovação nestes setores, poderíamos dizer que trata-se da pior safra de jogadores da história.
Isto, porém pode ser contestado a partir da existência de um setor ofensivo que pode ter Vinícius Jr, Endrick, Matheus Cunha, Estêvão e Rodrygo. Poucas equipes têm um conjunto de ataque tão qualificado.
O que assusta é que o futuro não promete grande evolução. Nossas seleções de base não apresentam nada de novo e os resultados recentes são pífios. A mescla de atletas para uma renovação caiu por terra no mais triste ciclo entre copas da história nacional.
O time foi mal, um dos mais fracos em Mundiais, e corre o risco de ter como pior geração de atletas não só na atual, mas na próxima também."
Marcelo De Bona
"Sinceramente não sei se é a pior geração. Difícil e até subjetivo avaliar de forma ampla. Sendo um pouco mais específico, não tenho dúvidas que é a geração que menos dispõe de bons laterais, por exemplo, e a mais carente de jogadores acima da média.
Justamente nessa Copa onde todos os protagonistas estão brilhando, nós não tivemos o nosso. Há a evolução de outras seleções e isso precisa ser levado em conta também, sobretudo na força física dos atletas.
O Brasil, de fato, não tem time para vencer uma Copa, mas também não pode considerar algo normal as eliminações tão precoces."
Leonardo Oliveira
"Não se trata de geração. Temos bons jogadores e alguns da primeira prateleira europeia. O que nos faltou foi um ciclo organizado, um trabalho bem desenvolvido e continuidade. Carlo Ancelotti teve um ano e 13 jogos até a Copa."
Diogo Olivier
"Essa é a pior geração sem nenhuma dúvida. Em quantidade e qualidade dos jogadores. Há posições que nem foram contempladas, como um meia armador. Em 1966, na pior classificação do Brasil em Copas (a segunda é esta, em 2026), a Seleção tinha nomes como Bellini, Brito, Djalma Santos, Garrincha, Pelé (que praticamente não jogou: foi caçado e se lesionou duas vezes em três jogos). Os goleiros eram Gilmar e Manga. Repare: muitos já eram campeões. Em 1966, o problema foi a baderna da preparação, com quatro seleções montadas durante o ciclo. A CBF, então CBD, vendia jogos para prefeituras, valendo-se do bi em 1962. Desta vez, é ruindade mesmo. Em relação ao parâmetro brasileiro e também aos adversários."
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